Comerciantes de escravos história da escravidão

A escravidão está presente na humanidade desde que se tem notícia da existência humana. Saiba mais sobre esse assunto clicando no post.

Algo que para a sociedade ocidental contemporânea pode parecer inconcebível, a escravidão fez parte da vivência humana desde os primórdios de nossa existência no mundo. É considerada uma das formas mais básicas de imposição de poder, e também uma das mais complexas de se compreender.

Não se sabe ao certo quando o homem começou a escravizar outro homem. Há registros desse tipo de trabalho muito antigos e apesar disso, não é possível não pensar que antes mesmo do registros não existia a escravidão. Para reflexão, será mais importante perceber como essa prática se perpetuou perante a história e ainda continua em nosso mundo atual.

Características escravocratas

A escravidão não é simples. Tanto no modo como alguém se torna escravo, como na relação entre escravo e senhor, nas formas de sair da escravidão, na relação desse indivíduo com a sociedade a qual está inserido, entre outras muitas questões que poderão variar consideravelmente entre uma cultura e outra.

Escravidão na Grécia
Escravidão na Grécia

Basicamente, o que há de comum em todo o trabalho escravo é o serviço prestado sem remuneração e perca do direito da liberdade na relação de pertencimento a alguém. Nesse sentido, podemos dizer que não existe escravo livre e que não existe escravo que esteja desvinculado as questões de trabalho.

As pessoas podem se tornar escravas de várias formas. Na região da mesopotâmia e na Europa, há registros de pessoas que optavam pela escravidão para pagar suas dívidas. Nesse caso, a pessoa passaria um período de tempo como escravo de seu cobrador e retornaria a ser livre assim que pagasse todo o tempo.

Há também como se tornar escravo mediante ao sequestro ou captura em guerra. Em Esparta, por exemplo, os escravos hilotas eram muitas vezes prisioneiros de guerra que trabalhavam na agricultura e na criação dos animais. Em diversas regiões na África, o sequestro era uma forma de conseguir mão de obra escrava, como também as próprias guerras.

As questões sociais também podem ser determinantes nesse tipo de relação. Há lugares onde a condição de escravo é eterna e hereditária. Isso determina que o indivíduo já nasce nessa situação e que não existe possibilidade de ascensão ou mudança no estamento social. Esse tipo de escravidão é mais comum em sociedades onde existe a divisão por castas.

Escravidão moderna

A modernidade – iniciada após a revolução francesa – abriu caminhos para várias formas de pensar, de fazer política, de comércio – principalmente o comércio ultramarino – de guerrear e também de escravizar. Apesar dos ideias iluministas, a escravidão estava presente na modernidade como um importante pilar, principalmente nas colônias.

Nesse caso, a escravidão era mantida por um preconceito racial. Eram escravos todos os negros africanos transportados para as colônias nos continentes americanos, e também a condição escravocrata era passada hereditariamente aos filhos dessas pessoas.

Arraigados ao sistema agroexportador, os escravos em sua maioria trabalhavam nas fazendas sem remuneração. Apesar disso, existiam outros tipos de trabalho, como os serviços domésticos, o trabalho nas minas e os chamados “escravos de ganho”, principalmente no Brasil. Os escravos de ganho geralmente pertenciam aos comerciantes e ganhavam porcentagens dos lucros obtidos em suas vendas. Dessa forma, era comum que um escravo de ganho pudesse comprar sua alforria.

O Comércio de Escravos

Na modernidade, o navio era o que havia de mais impactante, novo e gerador de horizontes de expectativas que havia. Os navios traziam produtos, notícias e um mundo novo a cada viagem. E mais: os navios traziam os escravos.

Navio Negreiro
Navio Negreiro

A coisificação do ser humano é uma das maiores características da escravidão nos séculos XVI, XVII, XVII e XIX. Troca-se pessoas como se fossem produtos. Os escravos eram expostos em praças de vendas, banhados a óleo e enfileirados para que o vendedor pudesse obter seus lucros.

A maior rede de comércio de escravos foi feita pelos Negreiros durante séculos. O tráfico negreiro foi transcontinental e levou aproximadamente 200 milhões de escravos durante o tempo e funcionamento. Esses escravos eram comprados nos países africanos – onde a cultura da escravidão já existia há milênios e ainda se perdurava – por produtos variados, em geral o tabaco, o açúcar, ferramentas e armas, por exemplo.

No Brasil, o comércio de escravos talvez tenha sido o mais intenso do ocidente. A grande demanda de escravos para os mais variados serviços era comum entre as províncias brasileiras. Os escravos eram catalogados como “tipos” de acordo com a etnia que provinham. Cada tipo de escravo era considerado apto ou inapto a determinados serviços e isso influenciava diretamente no seu preço.

O preço dos escravos era um tanto alto para os padrões econômicos da época. Era uma “peça de trabalho” viva e com transporte ultramarino para encarecer no preço final. Há indícios de escravos que valiam o peso em ouro e em geral, ter um escravo era algo para poucos.

Escravidão contemporânea 

Ainda existe escravidão no mundo. Em vários lugares da Ásia, da África e da América do Sul, ainda há pessoas que trabalham em condições desumanas e sem receber salário. Até mesmo no Brasil, existem regiões onde anda se podem encontrar escravos no trabalho agricultor.

As formas de escravidão contemporânea em geral podem ser encontradas quase no mundo inteiro. Podemos dizer que exploração do trabalho desregrada é uma forma nova se escravidão e que atinge principalmente os países de terceiro mundo. Trabalhadores sem condições de segurança, saúde, sem direitos trabalhistas e com cargas horárias enormes são os escravos pós-modernos, escondidos sob o signo da palavra “trabalho”, que como sabemos, sempre esteve ligada a própria escravidão.

Jainismo: Significado e História

O Jainismo é uma das muitas religiões aceitas na Índia e também uma das mais antigas. Saiba mais sobre essa religião aqui no Dicas Free.

A Índia é considerada por muitos estudiosos como o lugar mais incrível para se explorar o pensamento humano. Nesse país milenar, a tradição da meditação e da problemática do pensamento sempre esteve presente e passou suas influências pelo Velho Mundo inteiro. Até hoje, visitar a Índia é um exercício de entender a diferença e as questões existenciais que tanto nos aflige.

Essa tradição também proporcionou o nascimento de diversas religiões milenares na região. Assim como o hinduísmo e o budismo, o jainismo é uma das mais antigas, tendo sido fundada aproximadamente em meados do século V a.C. pela personalidade espiritual Mahariva, reconhecido pelos jainistas.

Aspectos gerais do Jainismo

O Jainismo pode nos acometer a profundas reflexões sobre o valor da vida, o respeito e aos princípios básicos da convivência. Os seguidores dessa religião se concentram quase por inteiro na Índia, a não ser por algumas comunidades na América do Norte e Europa que se estabeleceram por migração. Não é comum que os jainistas tenham um espírito missionário.

Jainismo
Jainismo

Apesar de ser uma das religiões mais antigas da Índia, a falta – ou a não necessidade – do espírito missionário evitou que essa religião fosse mais difundida. Atualmente, estima-se que existam aproximadamente 4 milhões de seguidores, o que representa pouco em comparação ao hinduísmo, com cerca de 800 milhões.

Apesar de Mahavira ter sido o fundador, ele é para os jainistas o 24º dos Tirthankaras, ou seja, seres que alcançaram a perfeição espiritual. Assim, essse sujeito teria recebido uma herança ideológica dos 23 anteriores. Com isso, Mahavira pôde estabelecer outros pilares e fundar a religião.

Ideais jainistas

Os jainistas respeitam a vida acima de tudo. Não só a vida humana, mas qualquer outro tipo de vida. É comum que os adeptos dessa religião não matem insetos ou pequenos animais sem necessidade. Como parte de suas poucas vestimentas, há um pano que é colocado em frente a boca, para evitar que algum inseto voador seja engolido e morto por acidente.

Templo Jainista
Templo Jainista

Os princípios mais importantes foram ditados pelos 23º Tirthankara, a quem os jainistas chamam de Parshva. Os princípios estabelecidos foram: Princípio da não violência, da evitação da mentira, não apropriação do que é alheio e da falta de apego aos bens materiais.

Dessa forma, os jainistas em sua maioria decidem viver a vida monástica, se afastando do mundo e do consumismo. Os adeptos que não escolhem esse tipo de vida tentam seguir os ideias da melhor forma possível. Em uma das divisões radicais dessa religião, os adeptos não possuem até mesmo vestimentas.

Questões essenciais

Os jainismo vê o tempo como eterno e cíclico. Para eles, existe o tempo ascendente e descendente, sendo que, segundo o cânone do pensamento jainista, estaríamos no tempo descendente, na chamada “Era de Infelicidade”. Esse teria se iniciado a mais de 2500 e durará por aproximadamente 21 mil anos.

Para eles, não existe nenhum tipo de ser criador ou mantenedor do universo. Os jainistas acreditam que o universo sempre existiu e não houve a necessidade de ser criado pelo fato de ser eterno, assim como a própria religião é considerada eterna. É interessante saber que os jainistas utilizam a suástica como símbolo sagrado em quase todos os cultos.

O Karma é bem parecido com o ideal budista e hinduísta. A diferença fundamental se prolonga na materialização do karma feita pelos jainistas. Para eles, todo o karma é configurado em matéria física que é afixada a alma do indivíduo. Sendo a matéria boa ou ruim, isso será determinante para o nível de felicidade ou infelicidade do indivíduo.

Só é possível conseguir o nível de perfeição espiritual quando o indivíduo consegue abstrair toda a matéria de Karma afixada em sua alma. Para isso, os jainistas utilizam o jejum, a meditação e o isolamento para se purificarem e alcançarem níveis de espírito mais altos e próximos a perfeição. A alma estaria mais próxima quando as ações do adepto serviriam a favor da vida e ao bem dos outros indivíduos.

Idade média feudalismo resumo completo

A Idade Média foi um período de grande relevância e que contribuiu grandemente para a formação dos esquemas modernos ocidentais. Entenda mais sobre essa período histórico.

Não existem uma data específica que declara o início da Idade Média. Não há ainda um consenso amplamente aceito por todos os historiadores, tendo em vista várias motivações históricas que influenciam nessa divisão. No entanto, a mais aceita se baseia no período de queda do império romano ocidental.

A fragmentação do império romano se deu por sucessivos motivos administrativos, desencontros políticos e internos, revoltas de escravos e revoltas provinciais, conturbação social e o adentramento – episódio histórico denominado por Invasões Germânicas – dos povos germânicos.

Já nesse período, podemos localizar a alta idade média, uma das divisões desse período histórico. As províncias romanas africanas e ao sul da Europa foram tomadas pelo avanço do império turco otomano. No restante da Europa, estabeleceu-se um novo império que duraria do século VII ao século IX.

A Alta idade Média

O estabelecimento do Império Franco durante os séculos VI e VII uniu grande parte da Europa sob o poder de um poderoso monarca. Nesse império, as influências romanas continuariam permanentes graças a aceitação do catolicismo como religião oficial. Dessa forma, a igreja católica ocidental continuou com sua potência, mesmo que em um cenário diferente do anterior.

Carlos Magno - monarca do império franco
Carlos Magno – monarca do império franco

Ao mesmo tempo, Constantinopla representava o Império Romano Oriental, e se transformou em uma grande potência mercante e também militar. A grande variedade de religiões nessa cidade permitiu que, aos poucos, o próprio catolicismo fosse se consolidando de formas diferentes, de acordo com as necessidades culturais dominantes na região.

O auge no império franco foi pode ser constatado durante a dinastia carolíngia. Logo em seguida, a divisão do império proporcionada pelo número de herdeiros causaria uma desestabilização econômica e política que se enfraqueceria ainda mais com as invasões dos vikings, sarracenos, magiares e outros povos.

Na fragmentação do imenso império franco, podemos admitir o início da baixa idade média, período em que a dinâmica de produção e de vida das populações mudaria e tornar-se-ia icônico no imaginário popular, principalmente devido as obras literárias, peças teatrais e mais tarde, na indústria cinematográfica.

Baixa Idade Média

A baixa idade média inicia-se com o desmoronamento do império franco e internacionalização do homem no campo. As populações urbanas abandonam grande parte das cidades e buscam abrigam em ligares mais afastados. A divisão das terras entre nobres facilitou que homens mais afortunados pudessem construir grandes castelos e fortalezas.

Castelo Medieval
Castelo Medieval

Essa é a chamada também era dos castelos na Europa. Entorno desses castelos, estabeleciam-se os feudos. Esse sistema de produção ficou conhecido feudalismo e baseava-se essencialmente na relação de proteção e sustento. Os camponeses teriam um espaço de terra para morar e plantar grãos.

Essas plantações serviriam em parte para subsistência dos camponeses e em parte para o sustento da nobreza que morava nos castelos, sendo dever do nobre dar proteção militar ao camponês. Esses feudos cresceram consideravelmente e as relações entre os nobres da Europa formavam uma teia de suserania e vassalagem.

Durante esse período, os europeus iniciaram as famosas Cruzadas e Guerras Santas, onde buscavam dominar a Terra Santa para o ocidentalismo cristão. Muitas batalhas chamadas de “reconquista” também iniciaram-se contra os turcos otomanos, afim de reconquistar territórios perdidos para esses povos.

O fim da Idade Média se dá em um período turbulento e de grandes desastres. Além das duras batalhas entre povos, pragas como a peste negra assolaram e foram responsáveis pela morte de mais de um terço da população europeia. Baixas nas plantações contribuiriam com fome, as doenças e insatisfação popular.

O fim da Idade Média costuma ser pontuado na Revolução francesa, em 1789, onde os ideais renascentistas e iluministas construiriam um Ocidente pautado na racionalidade e no progresso científico liberal.

Reprodução das aves resumo

Clique e acesse um artigo que comenta sobre o funcionamento da reprodução das aves aqui no Dicas Free.

Os pássaros enfeitam os céus e intrigam os homens há milênios. A incrível variedade de cores em suas plumagens, os diferentes tipos de cantos caraterísticos, as maneiras de voar, os tamanhos e utilidades desses animais no dia de muitas sociedades, fez que a relação entre homem e pássaro fosse a mais plural possível.

Hoje, o homem aprendeu as técnicas de voo e superou a arte dos pássaros. A biologia, como ciência, estuda as particularidades naturais desses seres vislumbrantes que até a atualidade possuem seus enigmas e esquemas complexos. Logo abaixo, confira um pouco sobre a reprodução desses animais.

Reprodução das aves

Primeiramente, é importante saber que as aves são animais que possuem relações puramente dióica, ou seja, sempre haverá um macho e uma fêmea para que a a reprodução ocorra. Os estilos de transporte de material genético podem ser dois: quando o macho possui um órgão incubador (pênis) ou quando o macho e a fêmea trocam o material genético pelo contato com as cloacas.

Dança dos pinguins
Dança dos pinguins

A maioria dos machos não possui um órgão incubador, portanto utilizam o atrito entre as cloacas para a troca de material genético. Além disso, as aves serão sempre ovíparas e com exceção das espécies de morcego – que são mamíferas -, todas as aves precisam de alimentos externos trazidos pelos pais para sobreviver.

Acasalamento

É comum entre as aves uma época específica para se reproduzir. Isso significa que durante um período específico do ano, as espécies se encontram em uma local adequado para iniciarem o acasalamento.

Cada espécie possui um ritual de acasalamento. Esse ritual, na sua maioria das vezes, consiste em uma espécie de dança, na qual os indivíduos assumem seus papéis e trocam o material genético. A famosa dança dos pinguins é um bom exemplo para ilustrar esse tipo de reprodução.

O pavão macho exibe sua plumagem para atrair a fêmea
O pavão macho exibe sua plumagem para atrair a fêmea

Além disso, as aves também são conhecidas por conterem diferentes plumagens e aparências entre machos e fêmeas para o ritual da conquista. Geralmente, os machos possuem penas maiores, papo, cristas, e outras características que atraiam as fêmeas para a cópula ou para o início do ritual de acasalamento.

Após a troca genética, as fêmeas ficam um tempo em gestação, no qual são produzidos os ovos dentro de suas cavidades. Os ovos são lançados pela cloaca no ninho, uma espécie de local construído especialmente para esse momento, e tanto a fêmea como o macho revezam para chocar os ovos, garantindo que o calor contribua para o desenvolvimento do filhote.

Guerra do Contestado resumo completo

A Guerra do Contestado foi um dos muitos exemplos brasileiros onde a indignação popular, a influência religiosa e as diferentes correntes políticas podem culminar em conflitos armados. Entenda mais clicando no post.

A questão agrária no Brasil desde sempre foi um grande problema. No início da colonização do Brasil, o império português decidiu pelo sistema de Capitanias Hereditárias, visando dividir as imensas porções de terras a vários donos para que o território fosse colonizado em grandes extensões e também devidamente explorado.

Logo, esse sistema viria a falhar. Apenas 3 capitanias hereditárias progrediram satisfatoriamente e o sistema de colonização teve de ser revisto pelos portugueses. Desde essa época, a questão da terra seria um grande problema para população colonial, pois os pouquíssimos donos detinham imensas extensões territoriais, enquanto a grande maioria da população não tinha nada.

Com a proclamação da República brasileira, o país foi dividido em Estados Federais, nos quais a terra além de pertencer a um dono, estava subordinada também ao Estado. Nesse aspecto, era comum que diferentes estados brigassem por pedaços de terras que ambos considerassem ter como pertencimento histórico.

Guerra do Contestado

Os Estados Federais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul disputavam um pedaço de terra alegando o pertencimento nos dois lados. Essa batalha política pela terra dificultava a vida dos camponeses que trabalhavam na região e que tinham lotes de terra para produção, em grande parte, de subsistência.

Milícias rebeldes
Milícias rebeldes

O conflito da Guerra do Contestado ocorreu entre 1912 até 1916 e envolveu entidades políticas, religiosas, populares e militares. Apesar do descontentamento e das disputas políticas em relação a terra serem longínquas, outro motivo agravador viria a aumentar as tensões sociais na área.

O Governo da República do Brasil estava investindo em ferrovias para facilitar o escoamento dos produtos até os portos e pelo território. Nessas circunstâncias, uma empresa norte americana viria construir uma estrada de ferro que ligaria o Rio Grande do Sul a São Paulo.

Para a construção da Estrada, o Governo desapropriou grandes extensões territoriais camponesas, deixando muitas famílias sem suas terras e consequentemente, sem empregos. Articulações políticas permitiram que outras terras fossem desapropriadas para a instalação de outras empresas, fator que gerou grande descontentamento local pelos camponeses.

Além disso, após o término da linha férrea, os trabalhadores – muitos vindos das mais longínquas partes do país – ficariam sem seus empregos e não receberiam nenhum apoio governamental ou da empresa construtora para voltarem para suas terras ou estabelecer moradia no local. A insatisfação popular tanto dos trabalhadores, como dos camponeses, gerou um enorme alvoroço, onde entidades religiosas contribuíram ideologicamente nos movimentos contra a república.

O Conflito

O beato José Maria foi certamente a figura mais importante no início do movimento. Pregava a construção de um mundo melhor, mais justo e complacente, baseado nas leis e benignidades de Deus. Seus sermões e sua ideologia acabaram por se alastrar pelo povo já indignado e sem muitas escolhas na região. O beato passou a ser líder do movimento que ia de encontro as decisões da república.

Logo, o líder religioso é declarado inimigo da República brasileira e tropas militares e policiais são enviadas para conter a agitação revoltosa. Apesar de não disporem de muitos armamentos para combater as tropas republicanas, os camponeses e antigos trabalhadores conseguiram vencer algumas batalhas logo em 1912. Em uma ocasião, o líder José Maria falece, porém a resistência continua e outros líderes assumem para dar continuidade.

O último líder seria Adeodato Ramos, o qual foi capturado em 1916 pelas forças da república. Essa última captura teria enfraquecido o movimento ao ponte do mesmo se fragmentar, dando a vitória dessa batalha para a República.

Classificação dos fungos resumo

Há quem ache que os fungos são espécies exóticas do enorme reino das plantas. Porém, muito se engana quem considera os fungos como plantas, pois os mesmos possuem um reino totalmente independente, não se encaixando nem entre plantas como em animais. Pertencem ao reino fungi, de acordo com a Biologia.

Como são seres que foram classificados como diferentes das plantas e dos animais, o reino fungi também detém uma classificação interna e própria para melhor compreender as diferenças desses complexos seres vivos. Apesar de serem internamente diferenciados, não se sabe muito sobre as origens e evoluções desses seres que existem há cerca de 540 milhões de anos.

Classificação dos Fungos

Basicamente, os fungos se dividem em 5 classes distintas. Essas classes são respectivamente os quitridiomicetos, os basidiomicetos, os ascomicetos, os deuteromicetos e os zigomicetos.

Os quitridiomicetos são considerados as espécies ancestrais dos fungos que conhecemos. Existem ainda cerca de 700 espécies desse tipo de fungo, e vivem geralmente em locais úmidos ou com presença abundante de água como rios, lagos e mares. Se alimentam de matéria orgânica – agindo como decompositores – e também podem parasitar outras espécies de animais e plantas.

Espécie de quitridiomiceto
Espécie de quitridiomiceto (Foto: Reprodução)

Os basidiomicetos são conhecidos também como basídios, por terem o método de reprodução sexuada. Esses fungos são muito abundantes no planeta, tendo sido registrados mais de 22.000 espécies como olheira de pau, ferrugens e cogumelos. Também possuem a particularidade de causar doenças em plantas e animais.

Espécie de basidiomicetos
Espécie de basidiomiceto

Os ascomicetos são também conhecidos como ascos, por apresentarem esse tipo de reprodução sexuada baseada na produção de esporos meióticos. Foram catalogadas cerca de 32.000 espécies de ascomicetos, entre elas, os bolores, morchellas, trufas, leveduras e filamentos.

ascomiceto morchella
ascomiceto morchella (Foto: Reprodução)

Os deuteromicetos, também conhecidos como fungos imperfeitos ou fungos conidiais, se diferenciam das demais classificações por apresentarem um quadro evolutivo diferente e não muito compreendido. Não possuem reprodução sexuada, apenas se reproduzem pela produção de conidiósporos assexuadamente. Como exemplo podemos citar o fungo penicilium, que produz a penicilina.

Espécie de deuteromiceto
Espécie de deuteromiceto            (Foto: Reprodução)

Por fim, os zigomicetos são os famosos bolores de pães, de doces e das frutas. Possuem aparência de penugem ou algodão, geralmente com detalhes em preto ou em outras cores. Agem como decompositores e também parasitam outros animais, plantas e fungos. Foram catalogadas cerca de 1.000 espécies de zigomicetos.

Espécie de zigomiceto
Espécie de zigomiceto (Foto: Reprodução)

Sistema de numeração romana história

Os sistema de numeração romana é utilizado até hoje pelas sociedades pós modernas. Entenda as mudanças desse sistema aqui no dicas free!

Os sistemas de numeração romanos são ensinados até os dias de hoje nas escolas de todo o mundo. Ainda os utilizamos em relógios, em capítulos de livros, numeração de reis, nomeações, entre outros. Mas será que esse sistema era o mesmo utilizado pelos antigos romanos? Haveria uma espécie de progressão na sofisticação entre esses sistemas?

Os números no império romano

O império romano foi sem dúvida, um dos maiores e mais poderosos  impérios que o mundo já viu. Suas influências de poder perpassavam os milhares de quilômetros para além da cidade de Roma, capital do império por muitos séculos. Em um império de muitas províncias e em diferentes ligares do globo, era comum que as diferenças culturais abrangidas nesse contextos contribuíssem para a formulação e sincretismo cultural em todas as esferas do saber.

Um dos sistemas Romano-romano
Um dos sistemas Romano-romano

Os números não saíam ilesos nesse esquema. Historiadores confirmam, por meio de achados arqueológicos, que os sistemas de numeração romano era diferente do que aprendemos hoje. A ideia é imaginar que a vastidão do império proporcionasse sistemas diferentes de se mensurar as quantidades.

A questão do tempo também influi nesse quesito. Com o tempo, os romanos passaram a sofisticar e fazer mudanças em seu sistema numérico. Esse conjunto de sistemas numéricos utilizados pelos romanos durante a Idade Antiga, damos o nome de sistema romano-romano.

Os números romanos na Idade Média

A idade média é marcada inicialmente pela queda do império romano do ocidente. Porém, não devemos esquecer que a igreja católica é apostólica romana, e que por isso, as influências culturais de roma perduraram por toda a Europa. As nações católicas europeias herdaram um sistema de numeração romano com novas influências católicas, numa tentava de se universalizar.

Mesmo com essa tentativa, a situação na idade média poderia ser mais imprecisa do que pensamos. As diversas etnias e domínios da religiosidade influenciavam também diretamente no estilo de contagem e isso só foi se modificando com o passar do tempo e a melhor organização da igreja.

Os números romanos modernos

Apesar disso, a universalização do sistema só seria possível com total eficácia com o surgimento da imprensa. Dessa forma, a padronização desses numerais seria necessária para o entendimento dos leitores e para que as prensas fossem utilizadas mais vezes. Dessa forma, esse sistema padronizado perdurou-se até os dias atuais.

Relógio Moderno com algarismo Romano-moderno
Relógio Moderno com algarismo Romano-moderno

A utilização de letras mais parecidas com os algarismos ocidentais e uma base lógica única facilitou sua propagação. Hoje, herdamos esse estilo numérico que é muitas vezes passado a nós erroneamente como “romano-romano”, quando na verdade trata-se de uma construção milenar de universalização de sistemas.

Formol e alisantes perigos a saúde

A utilização do formol é comum entre os métodos de alisamento dos cabelos nos salões de beleza. Mas quais são os riscos que essa substância pode oferecer a saúde? Confira aqui no Dicas Free!

Pode-se dizer que o mundo da moda é bastante exigente. Em níveis industriais e globalizados, as tendências de moda chegam rapidamente a todos os cantos do mundo e são expostas nas vitrines das lojas, na propagandas dos mais variados produtos, na televisão e na grande indústria cinematográfica.

Se adequar aos esquemas da moda é estar inserido nesse montante de significados e representações sociais imagéticas. Apesar das diversas críticas diariamente feitas a esse mundo de tendências eurocêntricas – críticas feitas na maioria das vezes com boa intenção e historicamente viável -, a moda sempre foi algo cultural nas diversas etnias humanas.

Alisamento de cabelo e o Formol

O alisamento dos cabelos femininos é uma prática da moda atualmente e também uma das mais feitas em salões de beleza. Desde sempre, as mulheres enfeitam e modificam seus cabelos de acordo com as exigências culturais de suas sociedades. Com a globalização, esse conceito se tornou mais abrangente.

Alisar o cabelo - prática também cultural
Alisar o cabelo – prática também cultural (Foto: Divulgação)

Grande parte dos salões de beleza usam produtos ou procedimentos que utilizam o formol para alisar o cabelo. O conceito é simples: o formol ajuda a quebrar as pontes de hidrogênio, o que modifica a estrutura do cabelo, deixando-o mais liso e caído. O calor também tem esse mesmo efeito na famosa “chapinha”, porém de pouca duração.

O formol ajuda a prolongar esse efeito numa espécie de ação conservante. Tudo parece muito bom e bonito, porém os efeitos na saúde de quem utiliza o formol pode não ser dos melhores. O maior perigo – e mais comum – que o formol pode oferecer é incidência de câncer nos pulmões, na boca, complicações nas narinas, nos olhos e na cabeça.

A queda de cabelo também é um dos riscos apresentados pela aplicação do formol. A irritabilidade de nos olhos, boca e narinas pode ser facilmente percebida logo no primeiro contato. Altas dosagens dessa substâncias pode comprometer não só o visual desejados, mas também a saúde e levar a pessoa ao óbito em alguns casos.

Informações importantes

A presença de grandes quantidades de formol em produtos capilares não é regulamentada pela ANVISA no Brasil. O motivo, você já deve ter entendido. O formol é liberado apenas no processo industrial para servir como conservante dos agentes químicos do produto e sua concentração não pode ser superior a 0,2 %.

Isso significa que qualquer produto que contenha quantidades de formol superiores ao estipulado pela ANVISA está circulando na ilegalidade e não tem o selo de segurança dessa agência. Nesses produtos, as quantidades na embalagens podem ser demonstradas de forma errada propositalmente. Mas ainda assim, é possível perceber apenas pelo odor as quantidades de formol, pois o cheiro é bastante característico.

Portanto, tome cuidado. A beleza estética é culturalmente importante para os indivíduos sociais, mas jamais pode situar-se acima da própria saúde pessoal. Cuide-se!

Golpe da maioridade 1840 resumo

O Golpe da Maior idade foi um importante episódio histórico do império brasileiro no século XIX. Entenda como isso aconteceu clicando no post.

O império brasileiro teria seu início – independente do império português – um tanto conturbado e nada pacífico. Dom Pedro I, considerado Defensor Perpétuo do Brasil, agora não mais representava as nuances políticas das correntes políticas mais fortes no Brasil. Dessa forma, o monarca é expulso do país, deixando seu filho, herdeiro do trono brasileiro. Mais tarde, Pedro I tornaria-se Pedro IV no trono português.

Assembléia Geral que coroou Pedro II
Assembléia Geral que coroou Pedro II

Com um país que ainda consolidava novas políticas em sua soberania e sem a figura de um rei, os representantes políticos mais fortes teriam de assumir uma espécie de governo provisório. Esse governo ficou conhecido como regência e era contemplado por liberais, conservadores e militares.

O clima regencial

A regência no império do Brasil não era vista com bons olhos pelo povo. Isso porque a figura de um rei era de fundamental importância para consolidação de uma unidade de poder representativa e coesa para o imaginário do século XIX em nosso país. A primeira regência ficou conhecida por dar concessões aos movimentos revoltosos que ocorriam no Brasil e teve como principal representando o Padre Feijó.

Com o desgaste da própria regência e o grande número de revoltas, uma nova regência assume com o caráter de repressão aos movimentos sociais contra o império, tendo como principal representante, Araújo Lima. Apesar disso, novas rebeliões aconteceram e a regência entrava cada vez mais em descrédito para com o povo, principalmente após 1835.

Golpe da maioridade

O clima tenso no Brasil devido as revoltas populares e o mudança de uma política mais descentralizadora – feita pela regência das concessões – para uma política mais centralizadora – feita pela regência repressora – deixou o cenário político cada vez mais instável. As correntes políticas liberais queriam que o jovem Pedro de Alcântara assumisse o trono antes de completar a maioridade.

Para isso, foi criado o Clube da Maioridade. Essa reunião de liberais e também alguns conservadores foi a responsável por arquitetar o plano do golpe que faria Pedro de Alcântara se tornar Dom Pedro II. Convencendo várias cadeiras no senado e impedindo que os conservadores se posicionassem contra – pois poderiam ser considerados traidores da soberania monárquica do herdeiro -, foi redigido um documento que legalizaria o processo.

Assim, no dia 23 de julho de 1840, é deixado de forma oficial que Pedro de Alcântara se tornara imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil com a idade de 14 anos. Acreditava-se que a figura do rei acabaria com as revoltas provinciais e se iniciaria uma nova era política no império. De fato, Dom Pedro II adotaria uma política conciliatória para estabilizar o império.