República da espada e república oligárquica resumo completo

Entenda as principais características da República da Espada e a República Oligárquica clicando no post.

O final do século XIX no país foi um período de grandes mudanças nos cenários políticos, econômicos e sociais. Durante o império, pudemos ver o primeiro surto de industrialização com o Barão de Mauá que trouxe ferrovias, o cabo de telégrafo submarino, navegação a vapor, melhoria na iluminação pública, entre outros.

Além disso, a Guerra do Paraguai ocuparia grande parte do tempo e atenção do imperador Pedro II. Os custos dessa empreita trariam algumas dificuldades econômicas ao Brasil e a imagem do imperador ficaria cada vez mais denegrida. Por fim, as pressões inglesas para a fim da escravidão tornavam-se cada vez mais intensas e o país teve de abolir gradualmente o trabalho escravocrata.

Proclamação da República
Proclamação da República (Foto: Reprodução)

Com a abolição da escravatura em 1888, o imperador Pedro II perde o apoio dos grandes latifundiários e fazendeiros que precisavam desse tipo de exploração de trabalho para assegurarem seus lucros. A instabilidade política, dificuldades econômicas e insatisfação popular fez com que o golpe da república fosse feito.

República da Espada

Em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca proclama a república no país, destituindo o império. Seria um governo ditatorial, porém sem amplos poderes ao exército brasileiro. Até que toda a estrutura política fosse ajustada ao novo modelo, o marechal assumiu o Governo Provisório até 1891.

Após esse período, a primeira constituição republicana, conhecida como a Constituição de 1891, foi elaborada. Nela declarava-se a República dos Estados Unidos do Brasil, com o sistema presidencialista e voto aberto para maiores de 21 anos (exceto mulheres, praças, analfabetos, mendigos), com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e com o Estado separado da Igreja Católica.

Durante a república da espada, houve repressão aqueles que eram favoráveis a volta da monarquia. Também houve um incentivo maior a industrialização do país, atraindo a consolidação de empresas.

República Oligárquica

Essa república de inicia em 1894, onde o primeiro presidente civil assume o país. Os partidos PRP (Partido Republicano Paulista) e o PRM (Partido Republicano Mineiro) exerciam o maior poder sobre o cenário político do Brasil, alternando-se no poder. Essa política ficou conhecida como Política do Café com Leite.

Nessa república algumas mudanças ocorreram como o voto secreto e o incentivo pesado no setor da agricultura no país, privilegiando o sudeste e sul nas lavouras de café. As outras regiões do país sofreram uma espécie de abandono político e tiveram os problemas sociais intensificados.

O fim da República Oligárquica se daria no golpe de 1930, dando espaço a uma nova era política, econômica e social no país: a Era Vargas.

Diferença entre morfemas e fonemas

A Língua Portuguesa pode nos confundir com suas diversas características e regras. Saiba como diferir Morfemas de Fonemas clicando no post.

No português brasileiro, o estudo das palavras pode confundir muito a cabeça dos alunos, principalmente do ensino médio. A imensa quantidade de regras gramaticais, sentidos e variações, podem prejudicar o aprendizado quando não explicadas de forma diferenciada e pedagógica.

Um exemplo de dúvida que possa surgir (e que geralmente surge nos ambientes escolares e em cursinhos pré vestibular) é a respeito dos fonemas e morfemas, duas formas de estudar as palavras que se diferenciam de maneira sutil. Confira abaixo o que é cada uma e como diferencia-las.

Português do Brasil possui várias semelhanças com o de Portugal
Português do Brasil possui várias semelhanças com o de Portugal

Fonema

O ser humano ao se comunicar oralmente com outros indivíduos da sociedade, emite sons que compõem letras e palavras. Essas unidades de sons são estudadas pela fonologia, que significa exatamente o “estudo dos sons”.

Toda unidade sonora que emitimos possui uma representação imagética em nosso cérebro. Essa representação pode ser expressada graficamente na fonologia. Geralmente, separa-se os fonemas com a utilização das “/” para diferencia-los.

Exemplo: a palavra Táxi contém 4 letras e 5 fonemas: T/A/K/S/I

Morfema

Os morfemas são unidades de significado das palavras. Eles compõem uma pequena parte dos vocábulos e expressam o sentido simbólicos deles. São classificados como Morfemas Gramaticais e Morfemas Lexicais.

Os Morfemas Gramaticais atribuem sentido interno as palavras, expressando os artigos, gêneros, proposições, números e tempos verbais nos vocábulos. Já os Morfemas Lexicais podem ser analisados de acordo com o Radical das palavras. O radical é a parte de sentido que não muda com as variações do vocábulo.

Exemplos: O morfema de Casa é “Cas”, pois ele é o que atribui o sentido do radical nas variações: Casa, Casebre, Casarão.

Portanto, podemos dizer que os Fonemas são as unidades sonoras das palavras e os Morfemas são as unidades de sentido das mesmas.

Pispasep Como Consultar, Sacar O Abono, Quem Tem Direito

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Direitos Trabalhistas

Entre os muitos direitos trabalhistas adquiridos historicamente no Brasil, o Pis-Pasep é sem dúvidas um dos mais importantes.

O abono salarial do Pis-Pasep corresponde ao pagamento de um salário mínimo ao trabalhador de empresas particulares e órgãos públicos devidamente contribuintes do Programa de Formação do Patrimônio do Servido Público ou no Programa de Integração Social.

Abono salarial - um direito do trabalhador
Abono salarial – um direito do trabalhador (Foto: Reprodução)

Como funciona?

Para ter direito ao Pis-Pasep, o trabalhador deve estar cadastrado nesses programas em pelo menos 5 anos e tenha trabalhado no mínimo por 30 dias em empresas ou órgãos públicos contribuintes e cadastrados nesses projetos. O pagamento desse abono se inicia no segundo semestre do ano e pode ir até o segundo semestre do próximo ano.

Recebendo o Pis-Pasep

As empresas e órgãos públicos devem estar filiadas também a CAIXA e ao Banco do Brasil, para que o pagamento do abono salarial do Pis-Pasep seja efetuado com sucesso. Esse dinheiro pode ser depositado diretamente na conta de crédito ou poupança do trabalhador, como também já vir na folha de pagamento.

Caso nenhuma das formas explicitadas anteriormente tenha sido efetuada para o pagamento, o próprio trabalhador poderá sacar a quantia. Aqueles que recebem o Pis, devem se dirigir a Caixa Econômica Federal e os que recebem o Pasep devem se dirigir ao Banco do Brasil com o comprovante de inscrição do pis/pasep e carteira de identidade em mãos.

Outras possibilidades

Antigos trabalhadores cadastrados no Pis/Pasep até 1988, tem a possibilidade de resgatar toda a quantia de uma vez ou de resgatar como rendimentos anuais. Para o primeiro caso, algumas situações devem ser levadas em consideração para que o Governo permita a transação.

Seria em casos de o trabalhador ter 70 anos de idade, estar aposentado, estar em estado de invalidez permanente, em estado de transferência para reserva militar ou em reforma militar, estado de câncer do titular ou dependentes, ser portador do vírus HIV, ser deficiente físico ou ter falecido (nesse caso, a quantia vai para os herdeiros).

Nos casos do resgate em rendimentos anuais, o titular não deve se enquadrar em nenhum dos casos citados acima deve ter tido saldo até junho do ano vigente.

Contato

Para mais informações sobre o Pis/Pasep, o trabalhador poderá entrar em contato com os bancos Caixa ou Banco do Brasil pelos 0800. Caixa: 0800.7260101; Banco do Brasil: 0800.7290001.

Antropocentrismo resumo e significado

O antropocentrismo foi um conceito bastante utilizado durante o século XVII e XVIII contra os segmentos cristãos na Europa. Entenda mais sobre isso clicando no post.

Arraigadas e conduzidas pelos ideias cristãos, as monarquias absolutistas europeias tiveram seu desenvolvimento e sofisticação tecnológica amplamente ligada a religiosidade e a adoração do divino. Isso não significa necessariamente uma forma de atraso científico, mas de cerceamento de uma sabedoria laica.

O medievo se preocupava demasiadamente com a salvação de sua alma. Essa preocupação era para muitos, o objetivo maior de todas as suas conquistas, sendo mais importante que a própria riqueza, princípios nobres e de qualquer anseio político ou material. Essa forma de pensar vai se perdurar por ainda mais tempo mesmo com as influências no renascentismo e do iluminismo, e de certa forma, até hoje é válida para as comunidades cristãs, mesmo que de forma re-significada.

O Antropocentrismo

Ter a salvação acima de todos os anseios materiais e pessoais do homem é a melhor forma de expressar que Deus está no centro de todas as ações, vontades e virtudes humanas. Até mesmo os estudos eram voltados para o engrandecimento de Deus, mesmo que tomassem para si, sentidos e conceitos laicos ou de outras culturas não cristãs.

Estudos renascentistas
Estudos renascentistas

Essa forma de significar o mundo ficou conhecida como Teocentrismo. Em contrapartida a isso, o Renascimento, que buscava inspirações nas obras greco romanas, a busca pela racionalidade e maior liberdade de pensamento, colocava o homem no centro de todas as projeções culturais e científicas. Isso ficou conhecido como Antropocentrismo.

Em sua etimologia, Antropos significa Homem. Logo, antropocentrismo significa “o homem no centro” e era exatamente isso que os pensadores e cientistas estavam buscando. Essa forma de pensar, mesmo que condenada pela igreja católica, acabaria por se difundir e se sofisticar, dando margem ao iluminismo e ao liberalismo, correntes do pensamento que influenciaram e fundaram o mundo ocidental político e científico moderno e pós moderno.

Respiração celular aeróbica, anaeróbica e cutânea

Na Biologia, é possível identificar diversos tipos de respiração a nível celular e organizacional. Saiba mais sobre isso clicando no post.

Para facilitar o estudo dos seres vivos e suas particularidades, a Biologia – etimologicamente traduzida por Ciência da Vida – monta esquemas e conjuntos de semelhanças separar e organizar as características de todos os seres conhecidos.

Os esquemas mais conhecidos são os reinos, nos quais são divididos os animais, vegetais, bactérias, fungos e demais seres vivos em alas específicas de semelhanças. Além dessas divisões mais gerais, essa Ciência possibilita que entendamos até mesmo os processos químicos de forma mais organizada e precisa, como no caso da respiração dos seres vivos.

Elemento essencial para a respiração
Elemento essencial para a respiração

Respiração Aeróbia

A respiração em nível celular sempre tem a ver com a síntese de energia em ATP, que é o principal objetivo de todo o processo. Em especial, a respiração do tipo aeróbia – ou aeróbica – recebe esse nome pois o último aceptor na cadeia é o oxigênio.

Em suma, a quebra da glicose em nível celular é dividida em três etapas para que haja um controle maior sobre a quantidade de energia liberada – evitando que a mesma cause danos a vida da célula – e para utilizar o máximo possível da mesma. Inicia-se na quebra da glicose (glicólise) – ciclo de krebs – cadeia respiratória.

Esse processo pode acontecer tanto em células procariontes como em células eucariontes. No primeiro caso, a glicólise e o ciclo de krebs e a cadeia respiratória acontecem na membrana plasmática, viradas ao citoplasma.

Nas células eucariontes, a etapa da glicólise acontece no citosol, uma organela que não se faz presente nas procariontes. Também numa outra organela chamada mitocôndria, acontecem os ciclo de krebs e a cadeia respiratória.

Respiração Anaeróbia

Esse tipo de respiração acontece na ausência ou insuficiência de oxigênio. Alguns seres vivos só utilizaram a respiração anaeróbia, outros conseguem alternar entre aeróbia e anaeróbia de acordo com a necessidade. Ao segundo caso, são chamados de seres anaeróbios facultativos.

O próprio ser humano pode ser enquadrado entre os facultativos. Esse tipo de respiração celular ocorre quando o oxigênio não é suficiente para o esforço físico e para a demanda de ATP. Portanto, as células precisam degradas estruturas orgânicas para obter energia, mesmo que menos eficaz que a energia obtida pelo oxigênio.

Para isso, é comum que o corpo passe por um processo de fermentação lática, principalmente no contexto muscular. O processo é bastante semelhante com a respiração aeróbia, com a diferença de que o aceptor transforma o ácido pirúvico – resultante na respiração aeróbia – em ácido lático ou ácido etílico.

Respiração Cutânea 

A respiração cutânea é uma forma de troca gasosa presente geralmente em pequenos animais, tubulares ou achatados. Como exemplos, podemos citar as minhocas e anfíbios como as rãs. Esse tipo de respiração de baseia na obtenção de oxigênio diretamente do meio pela pele do animal.

Nesse caso, a pelo do ser vivo com respiração cutânea é essencialmente vascularizada e apresenta grande quantidade de capilares sanguíneos para facilitar o processo de obtenção do oxigênio. Ambientes úmidos também facilitam esse tipo de respiração e geralmente corresponde a maioria dos habitats desses animais.

Pontos de checagem do ciclo celular

Os processos de divisão celular são considerados dos mais complexos do corpo humano. O próprio corpo criou um sistema de Pontos de Checagem para prevenir que nesse longo processo, tudo ocorra corretamente. Clique e entenda esse conceito.

Os processos de divisão celular assombram os alunos do Ensino Médio nas salas de aula de Biologia. Não é atoa, pois esse processo é um dos mais complexos a serem explicados em sala de aula devido a imensa quantidade de informações durante cada etapa. Até mesmo no nível superior em Biologia, muitos acadêmicos acabam encontrando dificuldades para compreender esse processo.

A divisão celular é complexa demais até mesmo para o próprio corpo. Para garantir que tudo ocorra corretamente durante esse processo, o organismo desenvolveu um sistema de pontos de checagem que sinaliza quimicamente quando uma parte deu certo para que a outra se inicie.

Pontos de Checagem

Os pontos de checagem ocorrem entre a Metáfase e Anáfase e são divididos em três fazes durante duas transações do processo de divisão celular. As transações são G1, S e G2 e os pontos de checagem ocorrem em G1-S e G2-M.

Esquema gráfico dos pontos de checagem
Esquema gráfico dos pontos de checagem (Foto: Reprodução)

Primeiro ponto de checagem – O primeiro ponto de checagem ocorre entre G1-S e tem basicamente três funções claramente observáveis. A primeira é a checagem do meio em que a célula está se desenvolvendo e também a constatação de uma possível indução do meio no processo. A segunda é constatar se a célula já alcançou o tamanho ideal para a próxima fase e a terceira é a revisão de todo o material genético em busca de algum erro.

Segundo ponto de checagem – O segundo ponto de checagem acontece no G2 verifica novamente o material genético e prepara a célula para a mitose “M”. Nesse estágio é extrema importância que a célula tenha produzido o complexo CDK1-cilinaB, mais conhecido como Fator de Promoção da Mitose.

Terceiro ponto de checagem – O terceiro e último ponto de checagem se encarrega de verificar se os cromossomos estão devidamente anexados no fuso mitótico. Caso contrário, o ponto de controle envia um sinal para que as proteínas que causam a separação das cromátides irmãs não entrem em contato com os cromossomos até que tudo esteja certo.

Fatores marcantes da transição entre a era industrial e a era do conhecimento

A transição da era industrial para a era do conhecimento compreende um processo histórico e alguns fatos marcantes a serem explorados. Entenda mais sobre isso clicando aqui !

Na história, podemos conceber facilmente ideias de separação, ora por ciclos econômicos, ora por eras que levem em consideração fatores de produção, entre outros. Porém, é importante lembrar que essas separações meramente teóricas nos servem apenas para facilitar o estudo da história.

Quando uma sociedade passa de um ciclo para o outro, ou de uma era para outra, não quer dizer que as atividades anteriores deixaram simplesmente de existir. As continuidades são visíveis, apesar da menor importância dada ao estudar determinado período.

Era industrial x Era do conhecimento

A própria era industrial não aconteceu de um dia para o outro. Antes do modelo industrial, a produção era feita artesanalmente pelas corporações de ofício. Quando as primeiras fábricas começaram a surgir, essas corporações continuaram trabalhando por séculos, mesmo com bastante concorrência nos produtos.

O conhecimento como principal fator do trabalho
O conhecimento como principal fator do trabalho (Foto: Divulgação)

Durante o final do século XIX, a era industrial já estaria muito visível na Europa. A economia dos mais poderosos países desse continente (com exceção da Rússia) estaria voltado quase por inteiro as produções industriais. A divisão entre burguesia e assalariado – operário – era mais clara e visível e os problemas sociais também evidentes.

A primeira e a segunda guerra derrubou os impérios europeus. A era industrial foi ao auge bélico e científico por necessidades militares. Nesse período, a tecnologia dos computadores passou do “engatinhar” para o “caminhar progressivamente”. Os armamentos nucleares se difundiram e diversas questões sobre os sistemas de governo geraram conflitos em muitas partes do mundo.

Em um mundo que agora se firmava ainda mais entorno na ciência e do progresso tecnológico, a ênfase no trabalho puramente operacional e mecânico sofreu um queda considerável. As pessoas começaram a buscar especializações para terem empregos melhores e para suprir as novas demandas do podemos também chamar de “Era da Informação”.

A partir de 1970, os computadores pessoais começam a entrar no mercado e em pouco tempo começam a se popularizar. Com a rápida informatização dos setores públicos e privados, novas especializações são necessárias e o número de escolas, universidades e cursos também começam a aumentar consideravelmente.

Hoje, o estilo de vida se reconhece transformado. A velocidade de informação e as necessidades do mercado exigem cada vez mais especializações intelectuais. Por esse motivo, muitos teóricos definem o tempo presente como “era do conhecimento”. As atividades industriais não pararam, pelo contrário, estão cada vez mais intensas e ainda mais produtivas. Mas a ferramenta teórica está dando uma importância maior a esse aspecto do conhecimento para estudar esse tempo.

Capitanias hereditárias do Brasil: Explicação completa com resumo

As capitanias hereditárias foi uma forma de gestão encontrada pela corte portuguesa para estimular a produção nas imensas porções de terra coloniais. Entenda melhor clicando no post.

Com expansão marítima iniciada pelas nações ibéricas – espanhóis e portugueses – várias porções de terra em todo mundo foram “descobertas” pelos europeus. Em especial, os continentes americanos causaram grande espanto com as novas espécies e os grupos humanos até então desconhecidos para essas nações do Velho Mundo.

Portugal assinou o Tratado das Tordesilhas  com a Espanha e os dois países fizeram a partilha dessas novas terras conquistadas. Apesar de tudo, não existia muito interesse de Portugal com as novas terras descobertas por Pedro Álvares Cabral, que mais tarde seria batizada de Brasil. Com as invasões de outras nações europeias no território, foi necessário tomar um posicionamento administrativo e estratégico para colonizar e produzir, para que outros países não o fizessem.

As capitanias hereditárias

O rei D. João III de Portugal aprovou um sistema de administração que ficou conhecido como capitanias hereditárias em 1534. Esse sistema era basicamente a divisão da colônia em grandiosas faixas de terras e distribuídas entre os nobres ligados a coroa. A divisão seria para facilitar e para por a responsabilidade de cada faixa ao nobre proprietário, o capitão.

Divisão das capitanias
Divisão das capitanias (Foto: Reprodução)

Ao todo, eram 13 capitanias que percorriam todo o território colonial na América Portuguesa. Eram elas: Capitania de Santana, Santo Amaro, São Tomé, São Vicente, Baía de Todos os Santos, Ilhéus, Espírito Santo, Porto Seguro, Maranhão, Pernambuco, Itamaracá, Rio Grande e Ceará.

Os donatários tinham o dever de colonizar, produzir e proteger suas capitanias e para isso tinham o direito de explorar todo o potencial natural da terra. As terras seriam passadas de pai para filho, por isso o nome “hereditária”. Apesar disso, o sistema não deu certo.

As dificuldades da maioria dos nobres em obter recursos para administrar as imensas faixas de terra foi um dos principais motivos. Fora isso, o conflito com diversas etnias indígenas dificultou todo o processo. Apenas as capitanias de Pernambuco e de São Vicente se mostraram efetivas. Esse modelo de organização administrativa foi finalmente extinto em  1759, dando lugar ao sistema provincial.

Republica das oligarquias resumo

A República das Oligarquias corresponde a uma parte da primeira república brasileira onde o poder esteve nas mãos das oligarquias rurais. Saiba mais, clicando no post.

Um ano após a abolição da escravatura em 1888, o Brasil se vê livre das garras imperiais e inicia-se o tempo da república. O golpe militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca destituiu o império de uma vez e reprimiu as correntes que eram a favor da volta do monarca.

Esses primeiros anos de república foram de caráter organizacional. O país precisava se adequar ao novo sistema, garantindo novos direitos e deveres, incentivando outros setores e definindo preferências. Dessa forma, os militares foram quem governaram o país nesse período que ficou conhecido como República da Espada e fizeram a primeira Constituição Republicana.

República das Oligarquias

Em 1894, o primeiro presidente civil assume o governo brasileiro, Prudente de Morais. Esse candidato era do Partido Republicano Paulista (PRP) e defendia abertamente os interesses cafeeiros. Como o café de São Paulo e a produção de leite em minas eram as principais atividades econômicas do país, os dois partidos desses estados PRP e PRM, se articularam numa aliança política que alternava o poder presidencial.

Charge criticando a político do café com leite
Charge criticando a político do café com leite (Foto: Reprodução)

Dessa forma, a cada 4 anos, um representante paulista sai do poder para a entrada de um mineiro. Apesar do incentivo a indústria feito na república da espada, a república oligárquica deu grandíssima atenção ao setor agroexportador, decisão que sofreu inúmeras críticas pelos industriais brasileiros.

Essa política ficou chamada de política do café com leite. Os setores agrícolas foram beneficiados e mais acordos políticos com os governadores foram efetivados. Dessa forma, o poder federal não poderia interferir nas eleições estatais. A figura do coronel, apesar de não ter mais esse título concedido no império, ganha ainda mais força no interior do país.

Em 1929, os Estados Unidos passa pela grande crise da bolsa de valores, que consequentemente chega ao Brasil, reduzindo o preço do café e abalando esse importante setor da economia brasileira. Em meio ao caos que se firmava, as eleições presidenciais teriam sito manipuladas que Júlio Prestes ganhasse. O Gaúcho Getúlio Vargas então com o apoio militar consolida um golpe de Estado num ato que ficou chamado de Revolução de 30, acabando com a política do café com leite e a primeira república.