O poder do café no segundo reinado

O poder do café no Segundo Reinado foi a principal base da economia, dado que o Brasil passou por uma grave crise econômica diante o caimento da mineração e da produção de açúcar.

Foi no norte do país na metade do século XIX, que foram plantadas as primeiras mudas de café, no entanto, o solo e o clima dessa parte, não eram favoráveis para a plantação do café.

Localizava-se no sudeste do país, o solo favorável para a plantação do café, logo, nos brejos e pântanos drenados da baixada fluminense, estavam as primeiras e amplas lavouras, estendendo-se para o oeste de São Paulo e para o sudoeste de Minas Gerais.

Ao contrário das primícias da produção de cana-de-açúcar na época colonial, os fazendeiros e alguns comerciantes, propiciaram os próprios capitais iniciais para as lavouras, sem necessidade de investimentos externos.

A produção de café usou como força de trabalho até o fim do Império, os africanos escravizados. Porém, com a Lei Eusébio de Queiróz de 1850, estava cada vez mais complicado ter acesso aos escravos, dado que havia também a imposição inglesa pelo fim do tráfico de escravos.

Posto isto, os preços subiram, tornando o trabalho totalmente oneroso, fazendo com que outras medidas fossem tomadas, para ordenar a força de trabalho nos cafezais, por exemplo, a utilização de trabalhadores livres.

A escapatória foi incitar a vinda de famílias europeias, especialmente em São Paulo. Pois, o trabalho escravo já não era tão econômico como o trabalho livre e a visão era iniciar novas técnicas de plantio, por exemplo, a mecanização.

Não havia disposição no trabalho escravo para trabalhar assim, logo não havia produtividade, pois começaria a utilização de novas ferramentas para a produção da lavoura.

Para acontecer a imigração, o fazendeiro tinha o dever de financiar a chegada de cada família europeia, somente assim eles trabalhariam nas lavouras. Esse financiamento foi chamado de parcerias, no entanto, muitos não cumpriram o prometido, ocasionando conflitos, como na fazenda do senador Nicolau de Campos Vergueiro, em Ibicaba, 1856.

Sendo assim, as parcerias foram se desmanchando, mas o governo imperial tinha grande interesse na produção cafeeira e instigou o Estado a financiar a imigração a partir de auxílios e benefícios.

Muitos fazendeiros passaram a defender o fim da escravidão no país, especialmente os fazendeiros de São Paulo, pois acontecia nessa mesma época a agilidade diante a economia fluída pelo trabalho livre.

Entre 1861 e 1885, foi assegurado o superávit da balança comercial brasileira, graças ao poder do café para a economia. Por conseguinte, em 1880, o café passou a ser o responsável por 61% das exportações do Império.

Além disso, a produção cafeeira foi responsável por outros negócios, como o transporte e a venda do café, fazendo com que os fazendeiros se tornassem acionistas de empresas.

Nas casas de comércio externo, trabalhava o comissário do café, que participava também da organização da produção e da logística de transporte, gerando acúmulo de capital, que contribuiu para formação de instituições financeiras e empresas de importação.

Logo, o café despertou a modernização da sociedade brasileira, dando início a urbanização de alguns locais, como no Rio de Janeiro e São Paulo. Até mesmo no interior paulistano, como Campinas e Sorocaba, houve a urbanização diante o capital acumulado dos fazendeiros.

Nas ferrovias, estavam o principal símbolo da modernização, visto que a primeira ferrovia foi construída em 1854, entre o Rio de Janeiro e Petrópolis, ocasionando uma grande expansão.

Os custos do transporte de café diminuíram, graças as ferrovias, que também favoreceu o contato com os portos exportadores, principalmente no litoral paulistano, em Santos.

Compreenda que a expansão ferroviária brasileira, necessitou não só dos capitais brasileiros, mas também dos capitais de estrangeiros, especialmente dos ingleses. As ferrovias, causaram impacto no país, pois a população passou a se beneficiar das inovações técnicas do capitalismo.

Formas de Governo Monarquia

A monarquia é uma forma de governo que possui o monarca, denominado rei ou rainha, como autoridade do Estado. Sendo assim, o cargo como chefe de Estado é passado de pai para filho, ou seja, de forma hereditária.

Logo, o poder diante o Estado é devotado somente a uma pessoa, sendo pois, o monarca. Diante isso, o monarca governa de maneira vitalícia, para sair do seu posto é preciso que ele morra ou abdique. Compreenda que não existe eleições para a escolha do líder.

Sendo comum, a monarquia, principalmente para os países da Europa no decorrer da Idade Média e Moderna, a monarquia ficou marcada como absoluta, pois os monarcas governavam com o total poder. Esse quadro mudou com a Revolução Francesa em 1789, pois com a decadência desse sistema de governo, a República foi nomeada.

Hoje, os monarcas são vistos apenas como uma tradição, pois já não possuem poder absoluto diante a política. Países como Reino Unido, Noruega, Austrália, Canadá, Suécia, Japão e Dinamarca, possuem monarquias chamadas de Constitucionais.

Monarquia Constitucional

Foi no século XVIII, na Europa, que ocorreu a monarquia constitucional, logo após a Revolução Francesa. Entenda que a monarquia constitucional é uma maneira democrática de Estado.

O rei tem a obrigação de manter o funcionamento das instituições, porém não tem função legislativa. Sendo assim, a Monarquia Constitucional, chamada também de Monarquia Parlamentar, que é eleita pelo povo, possui autoridade legislativa.

O parlamento tem a função de fiscalizar as atividades do primeiro-ministro, eleito como Chefe do Governo. Na época atual, as monarquias que ainda são efetivas na Europa são constitucionais ou parlamentares, tendo como liderança exercida pelo Primeiro-Ministro ou pelo presidente de um Conselho de Ministros.

Monarquia Absoluta

A monarquia absoluta, possui o rei como absoluto, ou seja, ele exerce o Poder Executivo e Legislativo. Esse poder absoluto exercido pelo rei foi mantido entre os séculos XVI e XVII, pela maioria dos estados europeus.

Constate que o rei era considerado o único responsável pelo destino de seus súbitos, ou seja, do povo. O rei francês Luis XVI, considerado o rei-sol, disse a seguinte frase: “o Estado sou eu”, que representa a monarquia absoluta. Ele foi muito famoso e governou entre os séculos XVII e XVIII.

Os senhores feudais apoiavam totalmente ao rei e a sua forma de governar como monarquia absoluta. Porém, no século XVIII, esse quadro passou a mudar, pois reformas políticas foram proclamadas.

Monarquia no Brasil

Sim, o Brasil já teve monarquia nos reinados de D. Pedro I e D. Pedro II, nos anos de 1822 e 1889.

Curiosidades sobre a monarquia:

• O Japão é a monarquia mais antiga do mundo e possui o sistema de governo parlamentarista.
• Os monarcas, exerciam poder absoluto, com referência na tradição e no direito divino. Havia um mito do “direito divino”, acreditavam que Deus escolhia os reis para estarem no poder do Estado.
• Hoje, nos estados modernos, os monarcas já não influenciam nos discursos políticos, eles apenas representam simbolicamente a tradição e servem como identidade nacional.
• Os monarcas viviam nas cortes e os cidadão eram chamados de súbitos.
• O rei, durante a monarquia absoluta, tinha total poder e não sofria nenhum tipo de oposição dos seus súditos, pois havia a sua riqueza, seus exércitos e a adoração religiosa da população. Coisa que também aconteceu na época dos faraós do Egito e com os imperadores romanos.
• Compreenda que a igreja católica era a única instituição que tinha total pode sobre a população.
• A monarquia foi perdendo espaço com o surgimento das ideias humanistas, principalmente iluministas, pois os homens passaram a ter um valor que antes não tinham.
• Não existe, atualmente, nenhuma monarquia absolutista, apenas monarquia constitucionais, delimitados pelo poder parlamentar.

Descubra onde fica a nascente do rio nilo qual é a extensão do rio

O Nilo é um rio que se situa no continente africano, estando a sua nascente ao sul da linha do Equador. É o maior rio de todo o planeta, tendo cerca de 7.088 km em extensão e ocupando uma área de 3.349.000 km².

Ele atravessa diversos países como Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quénia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Sudão do Sul, Etiópia e Egito. Sua fonte mais remota se situa no “Nyungwe National Park” do Rwanda.

O rio Nilo deve a sua formação pela confluência de três rios: o Nilo Branco, o Nilo Azul e rio Atbara. Antigamente acreditava-se que o Nilo nascia no lago Vitória, entretanto estudos na região comprovaram que o próprio lago tem como origem o rio Kagera, o que torna ele a fonte no Nilo.

O Nilo e o Egito

Rio Nilo.
(Foto: Reprodução)

O Rio Nilo foi fundamental para o povo do Antigo Egito, tal civilização surgiu há 5 mil anos em um deserto do continente africano e  não teria sobrevivido se não fosse a ajuda do maior rio do mundo para suprir suas necessidades.

Durante o período da cheia, entre junho e setembro ele transbordava, fazendo com que o solo fosse fertilizado com matéria orgânica (humus), fenômeno o qual era o mais importante do rio para o país. A pesca também se tornou com o tempo uma atividade bastante presente, pois o mesmo tinha peixes em abundância, servindo desta forma para a comercialização e para o consumo do próprio povo.

De forma indireta, também ajudou o povo a desenvolver sua inteligência, pois os egípcios tinham que medir, calcular e planejar durante os períodos de cheia, movendo a população e construindo diques para proteger a cidade de possíveis catástrofes. Resultando assim no desenvolvimento da matemática e da geometria.

Como na época não haviam muitas estradas, muito menos automóveis, o rio servia para locomoção e transporte de pessoas e cargas, em embarcações dos mais diversos tamanhos.

O Nilo hoje

Hoje o rio ainda é muito importante, pois alimenta a usina hidrelétrica de Aswan, a qual foi construída em 1971 e teve um impacto direto na vida dos agricultores, uma vez que o rio não tem mais períodos de cheias ou vazantes, obrigando tais trabalhadores a adotarem métodos convencionais para o cultivo.

Curiosidade

De acordo com entidades da comunidade científica internacional, o rio Amazonas é o maior de todo o mundo, tendo sua origem nos Andes, no Peru, entretanto essa é uma questão ainda bastante polêmica e o tamanho dos dois rios ainda está em aberto, pois nenhum dos valores informados sobre a extensão foi confirmado e aceito oficialmente.

Quem foi o responsável pelo projeto do real no Brasil?

O plano real foi sem dúvidas o projeto social mais importante já realizado no Brasil, ele foi quem estabilizou boa parte da economia e trouxe diversos  benefícios. Seu objetivo especificamente era a estabilização e as reformas econômicas. Seu início ocorreu por volta do ano de 1994, precisamente no dia 27 de fevereiro.

A medida fez com que fosse instituído a Unidade Real de Valor (URV), houve a partir daí o estabelecimento de regras de conversão e também o uso de valores monetários, fazendo então o que chamaram de desindexação da economia, determinando logo após o lançamento da nova moeda, o real.

De todos os já estabelecidos no Brasil, sem dúvidas o plano do real foi a mais ampla medida econômica já realizada, seu objetivo especificamente era controlar a hiperinflação que estava assustando e regredindo o país. Foram utilizados uma sucessão de instrumentos econômicos. A inflação naquela época chegou a atingir 46,58% no mês de Junho do mesmo ano.

Quem foram os responsáveis pelo projeto?

Uma sucessão de economistas trabalharam de forma intensa para resultar no benefício alcançado ao país, contudo alguns nomes se destacaram como do economista Edmar Bacha que idealizou o projeto, elaborou medidas e executou a reforma econômica e monetária.

FHC (Foto: Reprodução)
Créditos da foto: http://media.sul21.com.br

Todos contribuíram de forma única ao Brasil e ao povo brasileiro, reunidos por um dos maiores responsáveis, o Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Naquela época, o presidente era Itamar Franco que fez todo o processo de autorização aos trabalhos.

No Ministro da Fazenda então se tornou um dos homens mais influentes e fortes do governo, naturalmente foi quem esteve na sucessão de Itamar Franco. Em Outubro daquele ano, Fernando Henrique Cardoso pela maioria de votos foi eleito Presidente da República.

De forma plenamente satisfatória, em pouco tempo o resultado de tanto esforço apareceu. Meses seguintes o plano permitiu que houvesse estabilização da economia. Os pontos altos dessa mudança foram:

  • Redução da inflação
  • Ampliação do poder de compra da população
  • Remodelagem dos setores econômicos nacionais

O programa do real foi quem “salvou” o Brasil das garras da pobreza extrema e da falta do poder de compra. Inicialmente os impostos eram baixíssimos, possibilitando que com apenas R$1, fosse possível comprar muito. O equilíbrio da economia chegou e o país cresceu.

Hoje, a inflação volta a ser uma preocupação nacional, contudo há muito mais controle e organização por parte das autoridades. Os brasileiros esperam que haja o bom senso da então Presidente da República, Dilma Rousseff e o retorno do equilíbrio da economia brasileira.

Quem governou a França durante 1799 e 1815

A tão aclamada Revolução Francesa com certeza fez o chão das poderosas monarquias europeias tremerem. Na própria França, o rei Luís XVI foi morto e mais outras centenas de nobres perderam suas cabeças na guilhotina. Apesar da revolução ter derrubado o governo opressor e centralizador do rei sol, os procedentes dessa ação política foram marcados por anos de terror e caos. (Para entender melhor sobre a Revolução Francesa, acesse uma matéria aqui do Dicas Free clicando aqui)

Para garantir algum tipo de poder político, foi criado o Diretório, forma de governo que encontrou muitas dificuldades em pacificar os ânimos. Burgueses e jacobinos não se entendiam e exerciam suas influências a todo custo para conseguirem privilégios e a concretização de seus ideais. Ocorreu que, como muitos previam, um governo autoritário iria se instaurar.

Napoleão Bonaparte – a herança da revolução

Bonaparte nasceu no ano de 1769 em Córsega, parte do território francês e desde cedo se dedicou a vida militar. Era um homem cativante, de boa retórica e de grande popularidade, além de ser um exímio estrategista. Aos 19 anos, assumia o posto de tenente na artilharia francesa, fazendo sua carreira militar até o posto de general, aos 27 anos.

Quadro de Napoleão Bonaparte (Foto: Reprodução)

O sucesso na carreira militar se deu principalmente devido as vitórias em batalhas na Itália e no Egito, guerras que ele venceu e com isso, garantiu ainda mais popularidade. Napoleão tinha todas as qualidades para assumir o comando da França e entoar a ordem naquele país. Não apenas devido ao caos, mas também as pressões monarquistas estrangeiras, Napoleão deflagra do Golpe 18 de Brumário em 1799, destituindo o Diretório e tornando-se o primeiro cônsul da França.

O primeiro governo ficou conhecido como consulado, ainda uma República francesa. Nessa etapa, Napoleão tentou manter seus esforços em garantir os interesses da burguesia (nova elite francesa) a força, reprimindo a imprensa, direitos individuais e caçando os opositores do governo. Até mesmo em outras  ações a burguesia foi inegavelmente favorecida.

No consulado, podemos citar como grandes feitos como a criação do Banco da França e o estabelecimento de uma nova moeda mais forte e protecionista; o Código Napoleônico, que em tese garantia direitos iguais a todos perante a lei, direito a propriedade privada, casamento civil, entre outros; concordata com a Igreja Católica; reestruturação do sistema educacional francês.

Expansionismo Napoleônico

As relações diplomáticas com Inglaterra já não estavam boas e o reinício das guerras em 1803 proporcionou o momento perfeito para que Napoleão fundasse o novo império romano. Contrariamente a revolução e tendo apoio dos burgueses, Napoleão cria uma nova Constituição para legitimar o império e convoca um plebiscito. O império é aceito com aproximadamente 60% os votos.

Em 1804, Napoleão se tornava o novo imperador da França com poderes praticamente absolutos. Prisões arbitrárias, perseguições aos opositores, repressão da liberdade de expressão e até mesmo interferências no setor educacional francês para o controle de matérias perigosas ao regime tornaram-se comuns.

A coroa francesa agora virava-se para o mundo e assumia sua postura imperial e expansionista. Sucessivas invasões vitoriosas estenderam as fronteiras da França e tornaram seu exército o mais poderoso da Europa. A aliança entre Inglaterra, Rússia e Áustria perdia muitas batalhas em terra, mas tornava-se vitoriosa em mar devido a marinha real inglesa.

Invadir a Inglaterra por mar tornou-se uma tarefa inviável ao exército napoleônico. A solução encontrada foi o Bloqueio Continental, uma proibição a todos os países europeus a abrirem seus portos para Inglaterra, uma tentativa de sufoca-la economicamente. Alguns países não aderiram ao bloqueio, como Portugal, por exemplo, no famoso fato da vinda da família real ao Brasil para estabelecer uma nova sede do império Português.

Rússia e Áustria também não aderiram, apesar de terem se aliado a França, não conseguiram sustentar o bloqueio por muito tempo. Isso fez com que napoleão invadisse a Rússia e mesmo vencendo várias batalhas, teve de se retirar devido ao inverno rigoroso. Áustria e Prússia juntaram-se a Rússia e invadiram Paris em 1814, tomando a cidade e estabelecendo o governo de Luis XVIII.

Uma fuga espetacular

Napoleão foi exilado em uma prisão da ilha de Elba, onde teve de reconfigurar suas mais novas estratégias. Conseguiu recrutar alguns guardas para seus ideais e fugiu em março de 1815. Com movimentação de melícias e convencendo centenas de pessoas a segui-lo, o antigo monarca conseguiu depor Luís XVIII e assumir novamente o poder.

Esse ficou conhecido como o Governo de Cem Dias. Napoleão tentou uma última investida militar contra a Bélgica, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo, sendo aprisionado na Ilha de Santa Helena. Nessa ocasião, o antigo general francês não pôde fugir e acabou falecendo em 1821.