Qual o entendimento que se tem de cultura

O conceito de cultura perpassa centenas de anos de verificação e estudo teórico das sociedades e seus ambientes culturais. Entenda hoje, qual a possível definição de cultura, aqui no dicas free.

Desde os primórdios da história do homem, somos seres diferenciados por termos uma complexa capacidade de linguagem, capacidade de abstração e a elaboração de cultura. A própria cultura e linguagem foram e são dois aspectos essenciais que distinguem os homens de si mesmos.

Primeiramente, é inevitável discutirmos sobre as diferenças culturais. Por mais que seja complexo e enorme o contingente de ações, fatos, ritos ou construções de todo o tipo que componham o que se entende sobre cultura, não podemos cair na armadilha de que uma cultura aparentemente dominante possa ditar quais atividades sejam efetivamente culturais.

Cada nacionalidade,vinculada a cada tipo de religião, localidade específica ou até mesmo características parentescas, é detentora de cultura. Isso significa que até mesmo uma família tradicional, seja pobre ou rica, de uma pequena cidade do interior possui cultura que a diferencia das demais famílias da região e também do restante do país.

A culturalidade brasileira - plural e diversificada (foto: reprodução)
A culturalidade brasileira – plural e diversificada (foto: reprodução)

Além dessa cultura, temos uma geral, que abrange de forma consciente ou inconsciente todos ou a grande maioria habitacional de um país. Mesmo no Brasil, um país extremamente plural e diversificado em todos os âmbitos possíveis, há presença de uma culturalidade comum e bastante expressiva.

Com diversas produções atualmente relacionadas a industria pop, moda, musical, cinematográfica e muitas outras, estão sob domínio de grandes potências. É comum que o bombardeio dessas informações caiam no sentido “determinantes do que é bom“. Porém, a cultura, por mais que não se enquadre em esquemas estrangeiros é, e sempre será única.

Definição de cultura

Toda manifestação social pode ser definida como cultura. Por muito tempo, teóricos e a própria historiografia levaram mais em consideração as grandes obras de arte, poemas e livros mais famosos, as músicas clássicas ou de imenso sucesso qualitativo e o vestuário elitizado. Porém, atualmente podemos perceber que a cultura se manifesta em diversas áreas e camadas sociais.

Atualmente, vivemos numa cultura que também abrange os campos industriais. Portanto, grande parte das coisas pode ser produzida e acessada de forma mais rápida. Vestuários de todas os movimentos sociais (formal, punk, esporte, etc), as músicas “de momento” (por mais simples, vulgares ou cotidianas que possam ser, elas não deixam de ser um tipo de manifestação cultural), documentários, séries, novelas, produtos tecnológicos, entre outros, são representações culturais.

Os rituais de casamento, independente da religiosidade, as danças e estilos típicos de uma localidade (pagode, samba, salsa, valsa etc), os grafites ou pichações nas ruas, hábitos alimentares, sotaques, horários para específicas atividades, a pré disposição para atividades, a maneira de cumprimentar, o andar descalço, entre outras manifestações grandes ou pequenas, refletem posicionamentos culturais de determinados grupos sociais que compõem uma nação.

A culturalidade é ligada intrinsecamente a história e memória de um povo, mas também é a própria manifestação do tempo presente, a resinificação de sentidos, conceitos, valores e ações. Possui papel identificador e também de distinção entre outros povos. Revela vontades, prazeres, diferenças e proximidades. A cultura define o que um indivíduo é, o que consome, o que rejeita e como se comporta em todas nas situações cotidianas da vida.

Revolta dos Cipaios. Data, local, causas, liderança, principais acontecimentos e desfecho

A Revolta dos Cipaios foi um importante marco para a história indiana, representando a resistências e luta do povo indiano contra o domínio inglês. Confira mais detalhes sobre esse importante cenário histórico neste artigo.

Desde a expansão marítima de Portugal e Espanha, os projetos coloniais foram levados mais a sério pelas nações europeias devido aos enormes lucros obtidos pela exploração dos recursos naturais e da mão de obra (barata ou escrava) nas colônias. Vários países entraram nessa corrida marítima para conseguir colônias fora do seu domínio.

A Inglaterra também utilizaria de sua força naval para chegar aos lugares distantes, tanto no Novo Mundo como em lugares já conhecidos como a África e Ásia. Nesse sentido, além das colônias africanas, os britânicos detinham controle sobre grande parte da Índia. Dessa forma, poderiam lucrar com especiarias e com exploração mineral.

Também utilizam da mão de obra indiana e estabelecia um controle comercial para expandir o mercado de seus produtos industrializados com a Companhia das Índias Orientais Britânica entre 1784 a 1858.

Revolta dos Cipaios – precedentes

A dominação inglesa foi um grande golpe a contra gosto para o indianos. As altas tarifas alfandegárias impostas pelos ingleses sufocou o mercado de panos indianos. Além disso, uma série de restrições afetavam a culturalidade e religiosidade do povo indiano, fator que causava indignação em várias camadas sociais locais.

Cipaios enforcados por tropas inglesas (foto: reprodução)
Cipaios enforcados por tropas inglesas (foto: reprodução)

A coroa inglesa pretendia ocidentalizar a Índia e pôs em prática esse plano. Uma série de proibições a diversos rituais culturais foi feita e diversos príncipes indianos tiveram suas dinastias interrompidas.

Os ingleses necessitavam de um grande contingente militar para assegurar a Companhia das Índias Orientais e todas as suas atividades. Para isso, oficiais britânicos recrutavam indianos nativos para comporem esse contingente que chegou a cerca de 200.000 soldados. Eram chamados de cipaios e seu número era superior ao dos próprios ingleses na Índia.

A instabilidade nesse contingente se iniciou pela iniciativa inglesa de juntar pessoas de diferentes castas nos mesmos postos militares. Isso era uma afronta à cultura indiana. Os altos impostos, baixos salários e as péssimas condições de trabalho favoreceram o descontentamento quase geral dos cipaios.

O golpe fatal aconteceu quando o exército inglês decidiu utilizar a gordura de gado para lubrificar os cartuchos das armas do contingente. Na religiosidade indiana, o gado é sagrado e portanto não pode ser morto, sua carne não pode ser consumida e muito menos tocada dessa forma com que os ingleses se atreveram. Instaurava-se a revolta dos cipaios.

A revolta

As revoltas ocorreram em meados de 1857, quando motins cipaios sitiaram oficiais e famílias inglesas e as executaram, inclusive mulheres e crianças, inciando-se em Meerut. Marcharam para Délhi, e lá  todos os ingleses e cristãos foram perseguidos e mortos.  Bahadur Shah foi convencido a tomar seu antigo trono pelos revoltosos, ficando a frente do movimento naquela região.

Em outras localizações como em Kanpur, revoltosos cipaios sitiaram também todos os cristãos europeus e os executaram a machadas, mesmo com a promessa de salvo conduto, liderados por Nana Sahib. Essas sucessivas punições fizeram com que os olhos da coroa inglesa se voltasse às Índias e enviasse contingentes britânicos para combater a revolta.

Delhi foi retomada pelo exército britânico e Bahadur Shar foi preso tendo seus filhos executados. Após sucessivas batalhas em Kanpur, os ingleses conseguiram tomar a região, onde quase todos os cipaios foram executados. Nana Sahib conseguiu escapar, mas estima-se que tenha morrido tentando se refugiar fora da Índia. Em outros lugares como Jhansi, Awadh e Gwalior, a repressão inglesa foi igualmente bem sucedida.

Fim do conflito

Com o fim das revoltas em 1858, os ingleses aboliram a Companhia das Índias Orientais Britânica e passou a chefiar diretamente o Estado indiano. Várias províncias foram tomadas politicamente, apesar de algumas ainda continuarem com seus príncipes e chefes locais.

Os ingleses procuraram integrar outros nativos para compor a administração e em cargos públicos em suas respectivas religiões. Foi declarada a tolerância religiosa e a Rainha Vitória assumiu o posto de Imperatriz da Índia em 1877 para assegurar o domínio político inglês.

 

Características do romantismo em Portugal e no Brasil

O romantismo foi uma escola literária que exerceu grandes influências tanto em Portugal como no Brasil durante o século XIX. Saiba mais sobre o movimento literário neste artigo.

O Romantismo é uma das escolas literárias mais conhecidas e citadas, principalmente nas escolas e universidades. As características desenvolvidas durante a era romântica servem de inspiração até os dias de hoje para diversas obras no cenário literário de nosso século.

Iniciado em meados do século XIX, essa escola literária teria como características gerais o nacionalismo, historicismo, crítica social, medievalismo, pessimismo, egocentrismo e escapismo. Apesar dessas características gerais, também há uma grande variedade de tendências durante o movimento em suas três fases.

Gonçalves Dias, um dos principais autores do romantismo no Brasil. (foro: reprodução)
Gonçalves Dias, um dos principais lideres do movimento romântico literário no Brasil. (foto: reprodução)

Romantismo em Portugal

O romantismo em Portugal, obviamente seguiria os conceitos ibéricos e centralizados em sua realidade local. A primeira geração do romantismo português se ocuparia nas tendências nacionalistas, medievalistas e historicistas.

Foi nesse contexto que surgiram obras como Camões (1825), Dona Branca (1826) e Viagens na minha terra (1843-1845) de Almeida Garrett e A voz do profeta (1836) e Historiografia: História de Portugal (1846-1853) de Alexandre Herculano.

A segunda geração do romantismo português centraria-se nas tendências do emocionalismo, pessimismo, irracionalismo e do mal do século. Carlota Ângela (1858), Amor de perdição (1862) e A brasileira de Prazins (1882) de Camilo Castelo Branco são exemplos obras que se consagraram nessa fase.

A terceira geração do romantismo nas terras ibéricas é uma espécie de fase transitória para o realismo. Portanto, as obras apresentam pouco apego às características gerais do romantismo e se adequam em um pré realismo.

Obras como As pupilas do senhor reitor (1867) e Os fidalgos da casa mourisca (1871) de Júlio Diniz e outras obras de João de Deus marcam esse período da literatura portuguesa.

Romantismo no Brasil

O Romantismo em território brasileiro procurava também enaltecer a culturalidade brasileira e divulgar um nacionalismo literário em suas obras, principalmente após 1822, ano que o país torna-se independente de Portugal, portanto, um novo país que precisa de uma cultura própria. Eram valorizadas as culturas indígenas como raízes do Brasil.

A primeira geração do romantismo brasileiro centrou-se na tendência indianista, onde as raízes indígenas eram valorizadas em suas diversas virtudes. Também o apego a religiosidade e a exaltação da vasta e exuberante natureza do país. Suspiros Poéticos e Saudades (1836) de Gonçalves Magalhães foi o marco inicial. Outros autores como Gonçalves Dias e Araújo Porto Alegre tiveram grande repercussão no período.

A segunda geração romântica brasileira teria fortes influências nas obras de Lord Byron e seguiria as tendências do mal do século, o tédio da vida boêmia, pessimismo, egocentrismo e desilusão. Noite na Taverna (1855) de Álvares de Azevedo seria uma das obras mais conhecidas no período. Outros autores como Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela teriam destaque nessa geração.

A terceira geração do romantismo brasileiro centrava-se na poesia social influenciada pelos acontecimentos do final do segundo império do Brasil e pela obra de Victor Hugo. Autores como Castro Alves, Tobias Barreto e Sousândrade tiveram grande destaque nessa geração que também marcou a transição para o realismo. A obra Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) de Machado de Assis é o marco final do romantismo e o início do realismo no Brasil.

Dicas de como escrever uma carta de amor

Uma carta de amor pode ser o ato mais meigo e simples a se fazer para declarar o amor para uma pessoa. Confira dicas de como fazer, aqui do Dicas Free!

Amar é um grande mistério em constante descoberta. Certamente, esse sentimento é tão complexo que as vezes nem ao menos sabemos que estamos o experimentando. Fica aquela famosa dúvida no ar: será que estou apaixonado(a)? Será que gosto dele(a)?

Mas quando a dúvida se torna certeza e as noites estendem-se longamente em pensamentos e lembranças, é hora de sair da zona de conforto e agir. Afinal, o amor não será correspondido de forma mágica e inesperada. As atitudes são o princípio essencial para chamar atenção de forma positiva e elencar sentimentos da pessoa que deseja.

Cartas de Amor

Um dos atos mais singelos, porém efetivos e meigos, é o de escrever uma carta de amor. Além de você pode se expressar sem o medo de olhar nos olhos da pessoa, você provavelmente saberá as intenções dela depois que ela receber. Isso quer dizer que saberá se a pessoa que você ama te corresponde ou não, facilitando muito o restante do processo.

O primeiro passo para escrever uma boa carta de amor é saber transmitir os seus sentimentos para o papel de forma bonita, elegante e de fácil entendimento, sem perder a fluidez e beleza do texto. Você precisa articular as palavras para surtir um efeito positivo e romântico quando lidas.

A caligrafia é essencial para a confecção de uma boa carta (foto: reprodução)
A caligrafia é essencial para a confecção de uma boa carta                         (foto: reprodução)

É preciso ser direto e não muito meloso. As cartas não podem ser uma longa enrolação, elas precisam ser um recado específico e rápido, afinal, você está apaixonado e quer respostas. Inicie a carta escrevendo um breve histórico de como você se deu conta de que a(o) ama. Exemplo:

“Oi, Bela.

Já faz um tempo que venho pensando em você. Foi inesperado, porém completamente compreensível.. Afinal, as suas qualidades são tantas que fica impossível olhar-te sem admirar tamanha leveza em sua companhia adorável. Como já havia dito, foi de repente. Quando me dei conta, já estava sempre tentando fazer-te brotar um maravilhoso sorriso toda vez que a encontrava.”

Essa parte inicial, sempre com doces elogios, leveza e simplicidade nas palavras,  servirá para que a pessoa não se assuste e se interesse por ler o restante da carta.

O segundo passo é não declarar o amor em todas as faces. Isso deve ficar subentendido, não deve ser desmascarado. A carta deve ser escrita de forma que  fique claro que você ama a pessoa, porém sem fizer isso literalmente. É importante deixar uma dúvida no ar, algo que a(o) deixe curiosa(o) e interessada(o) em te procurar.

“Não sei se o que sinto pode ser tangível ou devidamente mensurado. As vezes é tranquilo e pacífico. Mas as vezes também é forte e avassalador. É como a brisa suave que movimenta as folhas no chão do jardim se transformando rapidamente num forte vento que arrasta as copas das árvores. Não tenho total certeza, mas devo confessar que meu peito clama por descobrir isso contigo. Experimentar esse sentimento tão profundo em sua companhia.”

O terceiro passo é o mais perigoso. Você precisa conhecer bem a pessoa e julgar o que, para ela, não seria ofensivo ou abusivo propor. É recomendado, ao final de uma carta, marcar um encontro com hora e lugar. Porém, nem todas as pessoas encaram essa possibilidade com bons olhos. Mas você pode também deixar o número do seu celular ou simplesmente dizer que quer conversar a sós em outro momento. Os mais ousados podem pedir para ela(e) responda com outra carta. Vai a critério de cada um.

Com essas três dicas, será possível desenvolver um bom texto declaratório à pessoa amada. Unindo criatividade, bom senso e delicadeza, uma carta, mesmo que não correspondida, pode ser uma experiência inesquecível tanto para você quanto à pessoa que irá recebê-la. Portanto, mãos a obra, capriche na caligrafia e boa sorte!

Desordem mundial do seculo 20 resumo completo

O século XX foi o século mais importante para a construção do mundo econômico e social em que hoje vivemos. Entenda como a grande desordem foi essencial para diversas transformações, acompanhe aqui no Dicas Free.

A história da humanidade sempre foi marcada por guerras e inimizades entre as mais variadas nações. Essa situação não mudaria nem mesmo durante a era moderna, quando novos ideais surgiram, escravos foram libertos e as nações ocidentais se preparavam para grandes impulsos econômicos. Mesmo com o aparato teórico, as nações viriam a se gladiar por diversos motivos.

Um dos motivos mais intensos é o histórico. O revanchismo sempre foi motivo suficiente para iniciar outras batalhas, desde que dispunha de capacidade bélica. Um exemplo na primeira guerra mundial foi o revanchismo francês, que motivados pela derrota humilhante ao fim da guerra franco-prussiana, assumiu o posicionamento contra os alemães, levando a guerra à outros níveis.

Apesar disso, sempre houveram tentativas de evitar esse conflito, principalmente através da política e da diplomacia. Durante o século XX, várias dessas tentativas foram frustadas, o que causou grande desordem no cenário mundial e o início de dezenas de conflitos.

O início da desordem no século XX

Assolada por diversos conflitos ao longo de sua história, a Europa desenvolveu um sistema de alianças múltiplas que visava impedir que novos conflitos surgissem, obrigando os países a resolverem suas pendências no debate político e na diplomacia.

Trincheira alemã da primeira guerra (foto: reprodução)
Trincheira alemã da primeira guerra (foto: reprodução)

O sistema de alianças militares funcionava da seguinte forma: cada país teria alianças militares com muitos outros países em diferentes regiões. Dessa forma, quando um país declarava guerra a outro, na verdade, ele estaria declarando guerra a muitos outros países ao mesmo tempo. Dessa forma, uma guerra seria um ato suicida se não fosse muito bem pensada.

Com essa segurança política e os ideais progressistas que prometiam um mundo “cada vez melhor e mais civilizado ao menos na Europa“, ninguém imaginava que uma guerra mundial pudesse ser travada. Devido a há diversos fatores históricos e também idealistas, foi travada a primeira guerra, o evento mais traumático para a Europa até então.

O entre-guerras

Com o fim do evento mais avassalador já vivido na Europa e presenciado pelo mundo, os países precisavam se reestruturar para reafirmarem novamente no cenário econômico, e ideologicamente manterem o povo esperançoso por um futuro sem conflitos. Afinal, os novos aparatos bélicos surgidos na guerra (os aviões e tanques de guerra, armas químicas, bombas, entre outros) fizeram um estrago tanto físico quanto psicológico.

Para assegurar que novos conflitos não surgissem, foi criada a Liga das Nações, que seria responsável por mediar os diálogos entre os países e garantir a paz mundial. Porém, a Liga não cumpriu seu papel e novas tensões surgiram, principalmente na Alemanha. Os países Europeus não tiveram meios para conter de forma efetiva o rearmamento da Alemanha.

A situação do povo alemão foi um prato cheio para o surgimento de correntes nacionalistas que reergueram o país como potência europeia novamente. Motivados principalmente pela própria primeira guerra, a segunda guerra era instaurada, realimentando a desordem mundial no século XX.

O pós guerra

A Segunda Guerra Mundial foi capaz de superar a primeira, sendo o conflito mais destrutivo já ocorrido. Com a Europa novamente destruída, os Estados Unidos se levantaram como nova potência mundial ao lado da União Soviética. Dessa vez, foi criada a ONU (Organização das Nações Unidas) que teria os mesmos objetivos da Liga das Nações, além de afirmar os direitos humanos universais. Porém, se firmaria por muito mais tempo.

Emblema das Nações Unidas
Emblema das Nações Unidas (foto:reprodução)

Apesar da existência da ONU prometer um mundo mais pacífico, os embates da guerra fria só foram frios para as grandes potências. Países socialistas e capitalistas entraram em diversas guerras para manter ou derrubar seus sistemas. Apoiados pelos Estados Unidos ou pela União Soviética, esses conflitos mataram milhares de pessoas e comprovou a ineficiência da ONU para garantir a ordem mundial.

Mesmo com o fim da União Soviética em 1991, a desordem do século XX continuou e vem se reafirmando no século XXI. Os Estados Unidos ignoram os conselhos da ONU e invadem países a favor de seus interesses econômicos, fato que se confirmou com a invasão do Iraque.

Brasil na primeira guerra mundial resumo

A Primeira Guerra Mundial foi um evento traumático e definidor do século XX. Entenda a participação do Brasil nesse grande conflito aqui neste artigo.

A Europa do século XIX estava pautada nos ideais positivistas e sobretudo a Inglaterra que vivia um estilo de vida burguês e vitoriano. Por ser a potência da época, a Inglaterra era uma grande influenciadora dos demais países europeus e juntamente a França, detinha muitas colônias na África para dar continuidade ao projeto neocolonial.

Apesar disso, algumas nações europeias queriam um mundo novo. Inspirados por ideias modernistas, os alemães estavam dispostos a limpar a Europa por meio de conflito armado e instaurar a vanguarda alemã sobre o tradicionalismo vitoriano. Apresentando-se como grande potência que emergia, a Alemanha queria sua parte no cenário econômico e também a sua fatia no projeto neocolonial.

A Primeira Guerra mundial viria a estourar com o assassinato do príncipe austríaco Ferdinando por uma organização radical chamada “Mão Negra” da Sérvia. As exigências de investigação do império austro húngaro foram negadas pelo país e fomentou a declaração de guerra pelo mesmo. A partir daí, devido as alianças militares entre os países da Europa, várias declarações de guerra surgiram em uma grande rede de países envolvidos.

A participação brasileira

Durante o conflito, o Brasil, assim como outros países do Novo Mundo, se mantiveram neutros. Não fazia sentido se envolver no conflito europeu que nada tinha haver com a realidade brasileira. Apesar disso, o posicionamento brasileiro logo mudaria devido a alguns eventos ocorridos na França em 1917.

Alguns dos médicos designados para o conflito.
Alguns dos médicos designados para o conflito. (foto:reprodução)

O navio mercante brasileiro “Paraná” que transportava o café de exportação para as águas francesas foi abatido por ataques de submarinos alemães. Mais tarde, outro navio mercante brasileiro foi atingido, dessa vez o “Tijuca”. Isso foi o suficiente para que pressões populares pedissem um posicionamento brasileiro perante a situação.

O Brasil declara guerra contra a Alemanha ao lado da Inglaterra e França.  Apesar de não possuir material bélico para participar diretamente do conflito, enviou enfermeiros, pilotos e uma patrulha naval para dar apoio aos países aliados. Além disso, um grupo brasileiro enviado para lutar ao lado dos franceses teve participação na frente ocidental da batalha.

O mais conhecido foi o comandante José Pessoa Cavalcanti Albuquerque, que ficou responsável por liderar tropas de cavalaria francesas e blindados durante o conflito. Após o término da guerra, o Brasil participou da Conferência da Paz que aprovou o tratado de Versalhes. O país teve direito a alguns navios alemães e ao dinheiro do café que havia sido exportado para a Alemanha.

 

Darwin e Lamarck: evolução biologica

A teoria da evolução biológica hoje é amplamente aceita em escolas e universidades, mas quem foram os patronos dessa descoberta científica? Confira aqui no Dicas Free.

Atualmente, é quase indiscutível dizer que as espécies passaram por vários estágios de adaptação durante o tempo. As escolas transmitem esse conhecimento para os alunos há anos e as universidades adentram mais profundamente, no que chamamos de evolução biológica. Mas afinal, de quem são os créditos desse tão famoso estudo científico?

A Biologia e a História nos dizem que são creditados dois cientistas importantes que desenvolveram bem essa ideia. Eles são Darwin e Lamarck. E apesar de falarem sobre a mesma problemática, apresentam pontos de vista diferentes. Para entendermos melhor a situação, é imprescindível que estudemos os dois para fazermos considerações ao final.

Teoria evolucionista de Lamarck

Lamarck foi um grande apoiador dos ideais transformistas no campo da Biologia. Para sustentar sua hipótese, ele desenvolveu temas chave que a evolução biológica provavelmente seguiria, como padrões. Uma das principais seria a Lei de uso e desuso, que dizia que a utilização de um órgão que poderia hipertrofia-lo durante as geração e o desuso o faria regredir.

Lamarck (foto: reprodução)
Lamarck (foto: reprodução)

Também dizia que certas características que os indivíduos adquirissem durante a vida seriam transmitidas para as outras gerações. Essa seria a lei de transmissão de caracteres adquiridos. Lamarck fundamentou sua pesquisa com muitos exemplos, entre eles, o clássico exemplo das girafas, que de tanto esticarem o pescoço para conseguir os alimentos nas copas das árvores, teriam repassado essas condições durante as gerações, alongando o pescoço da espécie.

Apesar de extensa, a pesquisa de Lamarck não foi muito aceita. Experimentos acabaram comprovando a ineficiência (ao menos temporária) dessas hipóteses. Por exemplo, a circuncisão dos Judeus é praticada há centenas de anos e os filhos não nascem com nenhum indicativo de mudança na região genital.

Teoria evolucionista de Darwin

Charles Darwin criou sua hipótese a partir de estudos de campo que o permitiram ter contato direto com diferentes espécies em diferentes habitats. Em uma expedição as ilhas de Galápagos, ele percebeu, principalmente nas espécies de pássaros, que os animais eram parecidos mas possuíam algumas diferenças que pareciam estar vinculados ao ambiente natural de cada um.

Charles Darwin (foto: reprodução)
Charles Darwin (foto: reprodução)

Em ilhas nas quais a oferta de alimento eram moles, ou seja, brotos e frutas, os pássaros possuíam bicos mais delicados e relativamente menores. Nas ilhas em que a oferta era de sementes, os bicos eram maiores e duros.

A expressão exercida do ambiente sobre as espécies, Darwin chamou de Seleção Natural. Em tese, o ph, salinidade, temperatura e outros fatores que se alteram durante o tempo, exerceriam influência sobre as espécies de cada local. Dentro de uma mesma espécie, existiriam diversos grupos populacionais e os que se adaptassem melhor ao ambiente conseguiriam chegar a fase adulta e se reproduzirem, garantindo a continuidade da espécie.

Esses grupos que apresentaram mudanças tendem a preservar essas mudanças durante as gerações. Quando o ambiente natural muda bruscamente e as espécies não conseguem se adaptar a tempo, acontece o que chamamos de extinção.

O caso do Homem

Podemos dizer que, até hoje, o modelo de Darwin é levado em consideração por apresentar um dinamismo e maior sentido. A seleção natural pode ser estudada de diversas formas em diversas espécies. A Oceania possui um grande número de espécies que dão indícios de adaptações recentes e ainda não terminadas, como o próprio canguru.

Apesar disso, os estudos atuais já deram novas facetas ao evolucionismo, fazendo com que a teoria “pura” de Darwin ficasse em parte, ultrapassada. Por outro lado muitos acabam repassando as informações dessa teoria de forma equivocada, principalmente quando ela se aplica ao ser humano.

A frase “nós viemos do macaco” é o fruto de uma interpretação equivocada do modelo de Darwin. A teoria nos diz que o homem e o macaco possuem um ancestral em comum, ou seja, um não veio do outro, mas os dois vieram de uma mesma espécie. Com isso, podemos concluir que o macaco é sim uma espécie próxima da humana, mas não é a espécie genitora da nossa.

Fonte de energia na terceira revolução industrial

A terceira revolução industrial é um tema controverso, porém bastante recorrente em provas de diversas modalidades no país. Entenda mais sobre esse marco histórico, aqui no Dicas Free.

Sem dúvida, a revolução industrial mudou para sempre a vida do homem. A transição do modo de produção das corporações de ofício para as fábricas, permitiu uma maior variedade de produtos, maior velocidade de produção e uma série de transformações sociais, sobretudo em detrimento do rigor do tempo. O uso obrigatório dos relógios, o trabalho como dignidade do homem, as movimentações urbanas, entre outras.

A predominância do capitalismo nas grandes nações europeias foi fruto também dessas mudanças na produção que moldaram uma nova forma de comércio. Novos tratados, novas relações e valor entre produtos. A locomotiva acelerou o contato entre as províncias de vários países e viabilizou o escoamento de produtos.

A energia a vapor foi um grande passo, inclusive para o desenvolvimento da indústria automobilística. A eletricidade viria ampliar ainda mais os horizontes e transformar as rotinas humanas, sobretudo com a invenção da luz elétrica,  telégrafo e do telefone. Ainda no império brasileiro, haveria uma cabo submarino de telégrafo interligado a Europa e o início da utilização da luz elétrica no Baile da Ilha Fiscal, o último evento da monarquia brasileira.

Terceira Revolução Industrial

Essas transformações também eram acompanhadas de transformações no pensamento. Iluminismo e positivismo foram os exemplos mais expressivos. A Europa passaria por um estado de esperança para a civilização humana onde, com o apoio da tecnologia e ciência, caminharíamos para o progresso. O modernismo alemão e as novas invenções bélicas derrubaria essa concepção e iniciaria o século XX com as duas maiores guerras que homem já viu.

Chips, computadores, celulares, robôs, nano-robôs e uma infinidade de invenções inauguram esse período. (Foto: reprodução)
Chips, computadores, celulares, robôs, nano-robôs e uma infinidade de invenções inauguram esse período. (Foto: reprodução)

O avanço científico, sobretudo durante a segunda guerra mundial, foi imenso e muito rápido. Os esforços de guerra permitiram que uma infinidade de aparelhos de comunicação e resoluções de cálculos, dentre outras tecnologias, fossem desenvolvidos. Após a segunda guerra, inicia-se o que chamamos de Terceira Revolução Industrial, com o a disputa tecnológica entre Estados Unidos e a União Soviética.

As telecomunicações dariam um grande passo e o sistema toyotista seria consagrado e desenvolvido nas fábricas. Os satélites transformariam a vida humana, sobretudo com a melhor utilização dos computadores industriais e computadores pessoais com a internet. Aliando o trabalhador a operação de máquinas por computador, os processos de produção ficariam ainda mais rápidos, precisos e de altíssima qualidade.

A biotecnologia viabilizaria a alteração de animais e plantas, viabilizando a produção de alimentos e potencializando a indústria farmacológica. O GPS mudaria a forma de se locomover e visualizar o espaço físico da terra. Novas profissões surgiram, assim como nas revoluções industriais passadas, novas indústrias de entretenimento, como também, a melhoria da indústria bélica, a nanotecnologia, os chips, os cartões de crédito (que viabilizariam processos bancários mais rápidos), entre outras.

Nossa era também é marcada pela substituição de invenções milenares como o próprio papel. Com o avanço dos computadores, smartphones, telas maiores e de maior qualidade e o compartilhamento de arquivos, o papel tornou-se dispensável em uma infinidade de processos informais, formais e legais em diversos países.

Dessa forma, a Terceira Revolução Industrial é marcada por essa infinidade de transformações e também pelo continuidade do aumento das populações em espaços urbanos, tendo como principais fontes de energia, a eletricidade, os combustíveis fósseis (advindos do petróleo) e o novos combustíveis resultantes da biotecnologia.

Revolução Constitucionalista de 1932 e seus efeitos

A revolução de 1930 tirou muitas elites paulistas do poder e gerou complicações políticas nesse estado que levou a revolta paulista contra o governo federal. Saiba mais neste artigo.

Desde a proclamação da república, o poder ficou concentrado nas mesmas elites agrárias que sustentavam o império. Alguns críticos diziam que o golpe militar que expulsou a família real do país apenas mudou o nome do governo e nada mais.

Fato é que na República, os fazendeiros do café tiveram grande influência na presidência. A chamada política do café com leite beneficiava esses fazendeiros de São Paulo e Minas Gerais, alternando o poder. Essa política acabou por fortalecer esses estados e agravar o declínio de outros estados que não tinham a mesma capacidade produtiva.

A campanha paulista contra o governo federal (foto: reprodução)
A campanha paulista contra o governo federal (foto: reprodução)

A crise de 29 acabou por enfraquecer as elites cafeeiras e desestabilizar a economia brasileira, gerando desemprego e aumento nos preços dos produtos. Devido os problemas políticos na alternância do poder, o estado sofreu um golpe militar, conhecido também com a Revolução de 30, quando Getúlio Vargas assumiu o governo provisório.

Revolução constitucionalista de 1932

O governo provisório de Getúlio Vargas já durava 2 anos e nenhuma nova constituição havia sido feita. Os interesses paulistas se mostravam menos importantes para o governo, gerando revolta política no estado, além de manifestações estudantis para a volta da democracia, entre outros princípios políticos.

A sigla MMDC foi utilizada como símbolo da revolução em homenagem a quatro estudantes mortos durante uma manifestação em maio de 1932, em São Paulo. Os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo se tornaram símbolos da propaganda paulista contra o governo federal.

A partir de 9 de julho daquele ano os paulistas se mobilizaram e iniciaram a guerra civil. A polícia do estado de São Paulo estavam de fato mais  equipados que grande parte do exército brasileiro e isso acabou por dificultar as reações federais contra a revolução (embora esse termo seja usado deforma incorreta, pois esse episódio histórico se tratou mais de uma postura conservadora paulista).

Apesar disso, os esforços das tropas federais foram suficientes para suprimir as forças paulistas, fazendo com que os mesmos assinassem a rendição no dia 28 de setembro.

Apesar disso, grande parte dos interesses paulistas foram atendidos pelo Governo Federal. As eleições para uma assembléia constituinte foram feitas logo após os conflitos e a constituição foi promulgada em 1934.