Quem governou a França durante 1799 e 1815

A tão aclamada Revolução Francesa com certeza fez o chão das poderosas monarquias europeias tremerem. Na própria França, o rei Luís XVI foi morto e mais outras centenas de nobres perderam suas cabeças na guilhotina. Apesar da revolução ter derrubado o governo opressor e centralizador do rei sol, os procedentes dessa ação política foram marcados por anos de terror e caos. (Para entender melhor sobre a Revolução Francesa, acesse uma matéria aqui do Dicas Free clicando aqui)

Para garantir algum tipo de poder político, foi criado o Diretório, forma de governo que encontrou muitas dificuldades em pacificar os ânimos. Burgueses e jacobinos não se entendiam e exerciam suas influências a todo custo para conseguirem privilégios e a concretização de seus ideais. Ocorreu que, como muitos previam, um governo autoritário iria se instaurar.

Napoleão Bonaparte – a herança da revolução

Bonaparte nasceu no ano de 1769 em Córsega, parte do território francês e desde cedo se dedicou a vida militar. Era um homem cativante, de boa retórica e de grande popularidade, além de ser um exímio estrategista. Aos 19 anos, assumia o posto de tenente na artilharia francesa, fazendo sua carreira militar até o posto de general, aos 27 anos.

Quadro de Napoleão Bonaparte (Foto: Reprodução)

O sucesso na carreira militar se deu principalmente devido as vitórias em batalhas na Itália e no Egito, guerras que ele venceu e com isso, garantiu ainda mais popularidade. Napoleão tinha todas as qualidades para assumir o comando da França e entoar a ordem naquele país. Não apenas devido ao caos, mas também as pressões monarquistas estrangeiras, Napoleão deflagra do Golpe 18 de Brumário em 1799, destituindo o Diretório e tornando-se o primeiro cônsul da França.

O primeiro governo ficou conhecido como consulado, ainda uma República francesa. Nessa etapa, Napoleão tentou manter seus esforços em garantir os interesses da burguesia (nova elite francesa) a força, reprimindo a imprensa, direitos individuais e caçando os opositores do governo. Até mesmo em outras  ações a burguesia foi inegavelmente favorecida.

No consulado, podemos citar como grandes feitos como a criação do Banco da França e o estabelecimento de uma nova moeda mais forte e protecionista; o Código Napoleônico, que em tese garantia direitos iguais a todos perante a lei, direito a propriedade privada, casamento civil, entre outros; concordata com a Igreja Católica; reestruturação do sistema educacional francês.

Expansionismo Napoleônico

As relações diplomáticas com Inglaterra já não estavam boas e o reinício das guerras em 1803 proporcionou o momento perfeito para que Napoleão fundasse o novo império romano. Contrariamente a revolução e tendo apoio dos burgueses, Napoleão cria uma nova Constituição para legitimar o império e convoca um plebiscito. O império é aceito com aproximadamente 60% os votos.

Em 1804, Napoleão se tornava o novo imperador da França com poderes praticamente absolutos. Prisões arbitrárias, perseguições aos opositores, repressão da liberdade de expressão e até mesmo interferências no setor educacional francês para o controle de matérias perigosas ao regime tornaram-se comuns.

A coroa francesa agora virava-se para o mundo e assumia sua postura imperial e expansionista. Sucessivas invasões vitoriosas estenderam as fronteiras da França e tornaram seu exército o mais poderoso da Europa. A aliança entre Inglaterra, Rússia e Áustria perdia muitas batalhas em terra, mas tornava-se vitoriosa em mar devido a marinha real inglesa.

Invadir a Inglaterra por mar tornou-se uma tarefa inviável ao exército napoleônico. A solução encontrada foi o Bloqueio Continental, uma proibição a todos os países europeus a abrirem seus portos para Inglaterra, uma tentativa de sufoca-la economicamente. Alguns países não aderiram ao bloqueio, como Portugal, por exemplo, no famoso fato da vinda da família real ao Brasil para estabelecer uma nova sede do império Português.

Rússia e Áustria também não aderiram, apesar de terem se aliado a França, não conseguiram sustentar o bloqueio por muito tempo. Isso fez com que napoleão invadisse a Rússia e mesmo vencendo várias batalhas, teve de se retirar devido ao inverno rigoroso. Áustria e Prússia juntaram-se a Rússia e invadiram Paris em 1814, tomando a cidade e estabelecendo o governo de Luis XVIII.

Uma fuga espetacular

Napoleão foi exilado em uma prisão da ilha de Elba, onde teve de reconfigurar suas mais novas estratégias. Conseguiu recrutar alguns guardas para seus ideais e fugiu em março de 1815. Com movimentação de melícias e convencendo centenas de pessoas a segui-lo, o antigo monarca conseguiu depor Luís XVIII e assumir novamente o poder.

Esse ficou conhecido como o Governo de Cem Dias. Napoleão tentou uma última investida militar contra a Bélgica, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo, sendo aprisionado na Ilha de Santa Helena. Nessa ocasião, o antigo general francês não pôde fugir e acabou falecendo em 1821.

Invasão Francesa e Holandesa no Brasil

Após Espanha e Portugal se consolidarem como pioneiros nas grandes navegações, essas duas nações chamadas de nações ibéricas elaboraram um tratado de divisa do Novo Mundo entre elas. Conhecido como o Tratado Tordesilhas, esse documento delimitava o que seria de domínio espanhol e o que seria de domínio português.

Por serem as únicas nações essencialmente católicas ainda restantes na Europa, os ibéricos se achavam no direito moral e religioso de colonizar e pregar o evangelho da igreja católica na América. Além de terem a certeza de que suas descobertas era a confirmação divina do apoio de Deus a Ibéria.

Maurício de Nassau – principal governante do Brasil holandês

Logo as outras nações europeias se sentiriam no direito de usufruir também das terras encontradas pelos ibéricos. Sendo assim, movidos pelo imperialismo do século XVI, países como França e Holanda tentaram estabelecer colônias nos territórios então pertencentes a Espanha e Portugal.

As invasões Francesas e Holandesas

A maios invasão francesa na colônia se deu logo após de sua primeira no Rio de Janeiro, onde estabeleceram por pouco tempo na ilha de Villegaignon. Acontecida na província do Maranhão, os franceses estabeleceram uma cidade a qual chamaram de Saint Louis, em homenagem ao monarca Luis daquele país em 1612.

Após algumas batalhas contra tropas portuguesas, os franceses foram expulsos cerca de 3 anos depois em 1615 e a cidade que deixaram hoje é a capital do Estado do Maranhão, a atual São Luis. Essa expedição francesa também ficou conhecida como França Equinocial.

Os holandeses tiveram muitas oportunidades de ocupar territórios luso brasileiros. Foram mais de 4 investidas com a intenção de colonizar. Em 1630, conseguem êxito ao ocuparem áreas provinciais do nordeste, estabelecendo-se principalmente em Pernambuco. Esse episódio é conhecido em nossa história como Brasil holandês.

Nesse estágio, o famoso governante Maurício de Nassau chega em terras pernambucanas 1637 e estabelece um governo relativamente próspero e abrasivo. Porém, em 1644, levantes oposicionistas contra os holandeses começaram a surgir e 1625, inicia-se o que ficou chamado de insurreição pernambucana.

Com o auxílio de tropas portuguesas, os holandeses finalmente foram expulsos de pernambuco em 1648, sendo expulsos em sua totalidade do território brasileiro apenas em 1654. Foi de fato a mais bem sucedida invasão estrangeira na colônia portuguesa do século XVII.

Rio onde fica a Estátua da Liberdade

A estátua da liberdade foi construída com a finalidade de presentear os Estados Unidos da América por ter conquistado a vitória diante os ingleses em uma batalha. O presente porém, viria do povo francês que nessa época apoiou a conquista do americanos.

A ideia do monumento partiu do escultor Frédéric Auguste Bartholdi, que realizou todo o projeto e contou com a ajuda do engenheiro francês Gustave Eiffel para construir a obra. A estátua começou a ser construída na França em 1876, mas devido a vários contratempos, só foi concluída 10 anos depois.

Desde 2007, a Estátua da Liberdade foi considerada pela UNESCO como Patrimônio Mundial e também é uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.

Em 1884 o presente finalmente foi entregue, enviada em navios, sendo que antes teve que ser desmontada em aproximadamente 350 peças. Somente para ser montada em seu pedestal, foram necessários cerca de 4 meses.

O local escolhido para colocar a Estátua da Liberdade também foi ideia do escultor Bartholdi, quando fez uma de suas viagens a América. A obra de arte está localizada em uma pequena ilha na entrada do Porto da cidade de Nova Iorque. A ilha está situada no rio Hudson que corta o estado de Nova Iorque, se estendendo até o limite interestadual com a cidade de Nova Jérsei.

A ilha em que está a estátua foi batizada de Liberty Island (Ilha da Liberdade) a transformando em um importante ponto turístico da região.

A estátua possui várias simbologias, para muitos significa a liberdade dos imigrantes que em grande número adentram o país com a esperança de conquistar uma vida melhor. Para os norte-americanos expressa a independência dos EUA. Já para o autor do projeto, serve também para exprimir alguns conceitos da sua religiosidade. De acordo com ele, há diversos símbolos maçons na escultura – a tocha, a diadema de sete janelas em torno da cabeça e o livro em sua mão esquerda.