Guerra do Contestado: Lideres e Resumo

A Guerra do Contestado se iniciou essencialmente pela insatisfação popular com os devaneios da república para com os trabalhadores e ruralistas. Entenda melhor sobre esse episódio histórico aqui no Dicas Free.

Acontecida durante o período de 1912 a 1916, a Guerra do Contestado foi um conflito que envolveu interesses políticos, religiosos e levantes populares. Deu-se na Região Sul do país, em terras entre os Estados do Paraná e Santa Catarina por onde estava sendo construída a estrada de ferro de São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Mesmo antes da vinda da estrada de ferro construída por uma empresa norte americana, as disputas de terras entre os Estados de Paraná e Santa Catariana já conturbavam a vida dos camponeses e trabalhadores rurais que viviam nas redondezas. Esse motivo somado a outros futuros desencadeará o famoso conflito.

O Início

Com a cinda da estrada de ferro, muitas propriedades foram desapropriadas pelo Governo do Brasil, o que fez com que família de trabalhadores rurais ficassem sem as suas terras para trabalhar, aumentando consequentemente o desemprego na região.

Rebeldes do Contestado
Rebeldes do Contestado

Além disso, grandes lotes de terras foram desapropriados e vendidos a empresários ligados a construção da estrada de ferro. Nesses lotes, foi construída uma empresa madeireira que desabrigou um grande número de famílias.

A situação viria  piorar quando a estrada de ferro terminasse e os trabalhadores vindos de todos os cantos do país ficassem para trás sem nenhum auxílio governamental ou empresarial. Dessa forma, a insatisfação popular para com a república se intensificou e algumas figuras religiosas passaram a ter mais representatividade de liderança.

O Desfecho

Com promessas da construção de um mundo melhor, baseado nas leis e ordenações de Deus, justo e pacífico que elucidavam o povo dessas terras, o principal beato José Maria tornou-se líder da resistência contra as medidas republicanas. A agitação causada pelas ideias do beato logo chegariam as autoridades que declarariam-no inimigo da república.

Dessa forma, vários contingentes policiais e militares foram enviados para conter os avanços dos camponeses entre os dois Estados. Munidos de poucas armas e sem experiência em campo de batalha, os camponeses utilizaram de sua força de vontade e fé na provisão divina para enfrentar as tropas republicanas.

Em um dos conflitos iniciados em 1912, os camponeses acabaram por vencer as tropas federais, porém o líder José Maria acabou por falecer vítima de guerra. Após a morte do beato, outros líderes assumiram a frente para continuar o movimento. Esses líderes eram: Chico Ventura, Aleixo Gonçalves, Antonio Tavares, Venuto Baiano, Bonifácio Papudo, Alemãozinho e Adeodato Ramos.

O conflito só se encerraria em 1916, quando o último líder do último foco de resistência restante, Adeodato Ramos foi capturado e preso pelas tropas federais. O movimento se desfigurou e a vitória da república estava eminente.

Revolta de Espártaco resumo

O Império Romano enfrentou diversas revoltas de escravos principalmente nos tempos finais de sua estabilidade. Entenda como se deu a revolta de Espártaco.

O Império Romano foi um dos maiores e mais influentes impérios que o mundo já conheceu. Os romanos eram temidos em quase todos os cantos do Velho Mundo e suas províncias ocupavam grandes espaços de terras na Europa, na Ásia, no Oriente Médio e também na África.

A decadência desse gigantesco império se deu por vários motivos econômicos, por inúmeras invasões e adentramentos dos povos germânicos e pelas agitações sociais que pediam mudanças estamentais no grande império.

Os movimentos sociais que aconteciam em roma eram essencialmente baseados em ideias e mudanças, ficando conhecido como revoltas. A chamado Terceira Revolta Servil, ou também A Revolta de Espártaco foi um episódio solene e de grande simbolismo para a resistência escrava no império.

A Revolta de Espártaco

Por volta de 73 A.C. o Império Romano possuía base essencialmente escravista, onde mais de 80% do império eram escravos controlados pelos romanos. Essa base sustentava todas as regalias e economia do império, uma vez que Roma tivesse muitas legiões e ótimas estratégias para contornar possíveis revoltas.

Na foto, ator representando Espártaco na série Spartacus da Starz
Na foto, ator representando Espártaco na série Spartacus da Starz

Espártaco (Spartacus) era conhecido por ser um grande gladiador de Cápua, cidade italiana onde pertencia ao mercador e dono de Ludos (centro de treinamento de gladiadores) Betiato (Batiatus). Após assassinar seu senhor e fugir, levando consigo um grande contingente de escravos gladiadores do Ludos, Espártaco, munido de ideias revolucionários para o fim da escravidão, atraiu mais e mais escravos fugidos e livres ao seu grupo.

O Império resolveu abafar a situação o máximo que pôde. Porém, o aumento do contingente das milícias de Espártaco, os inúmeros saques atribuídos a eles e a derrota de algumas legiões romanas em campo de batalha fez com que a situação alcançasse um nível de importância cada vez maior aos governantes.

O medo a instabilidade causada pelas ações de Espártaco fez com que o império utilizasse de mais legiões para combate-lo ferozmente. Geralmente munidos de facas de cozinha e armas mais simples, as tropas de escravos não eram bem treinadas como os soldados romanos, mas conseguiam mais experiência e adquiriam armas a cada vitória. Ao todo, estima-se que Espártaco tenha reunido cerca de 100.000 escravos.

O contingente se dividiu e a parte liderada por Espártaco partiu em direção a capital romana. O general romano Licínio Crasso reunião 10 legiões romanas para enfrentar as milícias de Espártaco. Esse contingente equivalia cerca de 60.000 homens bem treinados. As investidas contra os escravos tiveram sucesso e especula-se que Espártaco tenha sido morto em batalha e seu corpo tenha sido perdido.

A forma de pressão e ataque psicológico utilizada pelo império romano para impedir que mais revoltas acontecessem foi a de crucificar cerca de 6.000 escravos na Via Apia. Apesar de muito efetivo, esse ato não pode conter o desmoronamento do império.

Guerra dos Canudos resumo

A Guerra dos Canudos foi resultado de um levante popular com pretensões também religiosas do povo nordestino. entenda mais sobre esse solene episódio de nossa história.

Documentado e relatado também por Euclides da Cunha, o conflito de Canudos representou de forma essencialmente particular as ideologias e diferentes opiniões a respeito da república brasileira e de todo o sistema político e tributário do país, principalmente na Bahia.

A região de Canudos no interior do sertão baiano foi o palco de um dos maiores conflitos internos do Brasil durante o século XIX. Iniciado em 1896, o conflito duraria até o ano seguinte, quando finalmente se finda graças ações militares brasileiras.

O Arraial de Canudos ou Belo Monte

As altas taxações e tributos cobrados pela república brasileira perturbavam e dificultavam ainda mais a vida sofrida de milhares de pessoas nos sertões da Bahia. Vivendo muitas vezes em estado de miséria, essas pessoas e suas famílias acabavam por fugir das cobranças e adentrar ainda mais no interior.

Pintura retratando Belo Monte
Pintura retratando Belo Monte

Devido a estagnação dos problemas da miséria, fome e sede, o beato Antônio Conselheiro inicia sua doutrina religiosa para com os moradores das redondezas de Canudos. Esperançosos em suas promessas de vida próspera, justa e regida de acordo com as regras de Deus, grande parte dos moradores e desabrigados seguem Antônio Conselheiro, deixando para trás o trabalho e até mesmo suas poucas posses.

O contingente de seguidores só aumentava quando os latifundiários, já prejudicados pela perca de sua mão de obra denunciam e acusam Antônio Conselheiro para o Governo. Dentre as acusações, o latifundiários alegaram as tendências monarquistas do beato e desobediências as leis brasileiras.

Considerado inimigo da república, logo tropas policiais viriam averiguar a situação do povoado que se erguia. Com cerca de 25 000 habitantes, Belo Monte estava a cada dia mais próspera desde 1893. A chegada das tropas militares daria início a guerra contra as famílias sertanejas do local.

As batalhas

Ao todo foram quatro batalhas até que o Exército Brasileiro pudesse vencer o contingente de Belo Monte. As três primeiras investidas militares não tiveram sucesso, apesar de terem custado a vida de muitos sertanejos baianos. O primeiro conflito ocorreu em novembro de 1896 entre o destacamento policial pedido por Juazeiro de cem homens.

No conflito, as baixas dos sertanejos foram maiores que as do contingente policial, que perdeu 10 homens, além de 17 feridos. Porém, a ferocidade do ataque fez com que o medo de novos ataques retirassem as tropas policiais.

Já em janeiro 1897, uma segunda expedição militar tentou combater os revoltosos de Belo Monte. Nessa ocasião, os soldados foram repelidos com facilidade pelos sertanejos, apesar das baixas. Armas abandonadas ou até mesmo retiradas dos soldados foram aproveitadas pelos sertanejos que se fortificavam cada vez mais.

Em março do mesmo ano, uma expedição do Exército fora resolver o então problema de foco monarquista de Belo Monte. Antônio Moreira, conhecido com o Corta Cabeças foi encarregado da expedição, considerado herói militar no Brasil. O contingente de 1300 homens foi vencido pelos jagunços e sertanejos já munidos de armas e com mais experiência de combate. O próprio Antônio Moreira foi morto em combate e seu oficial sucessor também foi assassinado em combate no mesmo dia. Com a perda dos comandantes, o restante da tropa bateu em retirada.

A última expedição comandada pelo Arthur Oscar de Andrade teve também dificuldades em adentrar no arraial de Belo Monte. O clima desfavorável e a precariedade de abastecimento das tropas enfraqueceu os soldados e dificultou as investidas. Depois de resolvido o problema de abastecimento, as tropas monidas de armas pesadas e canhões conseguiram adentrar o arraial. No dia 22 de setembro, Antônio Conselheiro morre vítima de disenteria. A morte do líder abala o povoado e facilita a entrada das tropas do exército brasileiro.

Ao fim de outubro, todos os moradores são degolados numa operação chamada de Gravata Vermelha, ordenada pelo general Oscar de Andrade. Isso se configurou num dos maiores crimes cometidos em solo brasileiro.

Biografia de Manuel Bandeira resumida

Manuel Bandeira foi um dos principais poetas literatos brasileiro no século XIX. Entenda mais sobre a vida desse ícone de nossa cultura clicando no post.

Manuel Bandeira nasceu no dia 19 de abril de 1881 na cidade de Recife, no Estado de Pernambuco. Filho de proprietários rurais e parente de políticos e advogados, Manuel teve uma infância cercada de informações e intelecto. Logo, seus pais se mudariam para a capital do país, Rio de Janeiro, onde o pequeno poeta teria a chance de estudar no Colégio Pedro II.

Manuel Bandeira
Manuel Bandeira

Em meados de 1904, matricula-se no curso de Arquitetura em São Paulo, mas em decorrência dos surtos de tuberculose, teve de abandonar o curso pelo estado de saúde. Os tratamentos no Brasil – feito nas cidades de Teresópolis e Petrópolis – não deram resultados satisfatórios, o que o obrigou a buscar tratamentos alternativos na Suíça em 1913.

O contato com as correntes de pensamento europeias e com o ainda jovem Paul Éluard, evoca as tendências modernistas em Manuel Bandeira enquanto residente do Sanatório de Chavadel ainda naquele país. Se especializou no estilo de verso livre, onde logo mais seria considerado o mestre dessa categoria no Brasil.

Em 1917, já de volta ao Rio de Janeiro, Manuel Bandeira entrega-se aos deleites da literatura, onde publica algumas de suas obras mais importantes. Ao contato com as elites intelectuais e artísticas de São Paulo, envia o poema “Os Sapos” para ser lido durante a Semana de Arte Moderna em 1922.

Apesar de ter sofrido com a tuberculose e ter o estado de saúde baixo, Manuel ainda viveu para ver a morte de sua mãe, sua irmã e seu pai, este último em 1920. Devido ao sucesso de suas obras, foi convidado e eleito para assumir um cargo na Academia Brasileira de Letras em 1940. Logo mais, o escritor viria a falecer só em 1968, no dia 13 de outubro.

Suas principais obras foram: Os Sapos, As Cinzas das Horas, Vou-me Embora para Pasárgada, Evocação do Recife, Carnaval e Libertinagem.

Independência dos Estados Unidos resumo completo

A Independência dos Estados Unidos marcou uma era e permitiu que as glórias do liberalismo pudessem ser mostradas ao mundo da maneira mais icônica. Veja mais sobre essa fato histórico.

Os Estados Unidos da América como hoje é conhecido era bem diferente em seus tempos coloniais. A começar pelo nome, chamado de Treze Colônias, exatamente por serem treze províncias inglesas diferentes em território do Novo Mundo.

Em qualquer uma das treze colônias inglesas na América do Norte, todos os cidadãos eram ingleses e serviam a coroa da Inglaterra. O sentimento de nacionalismo ainda não se aflorava devido ao imaginário de pertencimento britânico.

Os ingleses que se aventuraram nesses territórios do Novo Mundo foram em grande parte para fugir da enorme orgia que era a Europa, tentando estabelecer Estados mais religiosos e liberais sem se desvincular a coroa.

Declaração da independência
Declaração da independência

Outros motivos essencialmente aventurescos ou apenas o desejo de mudar de vida foram suficiente para que mais ingleses viessem as colônias. De início, esses territórios tinham uma certa liberdade econômica e comercial dada pela Inglaterra e isso os permitiu prosperar e crescer em vários sentidos.

O descontentamento dos colonos

Os cenários históricos de uma grande potência mundial nunca são estáticos. Por isso, durante os processos de colonização das treze colônias, a Inglaterra e a França entraram em um conflito armado conhecido como a Guerra dos Sete Anos, que perdurou entre 1756 a 1763.

Esse conflito custou muito da economia inglesa nos esforços de guerra. A coroa teria que resgatar todo o capital perdido de algum lugar e fez isso aumentando as taxas e impostos das treze colônias e diminuindo seus direitos comerciais. Algumas leis como a Lei do Chá, a Lei do Selo e a Lei do Açúcar, impediam que os colonos comercializassem esses produtos essenciais com outros países, além de aumentar as taxas dos mesmos.

O descontentamento se tornava cada vez mais generalizado nas treze colônias inglesas. o Episódio da Festa do Chá de Boston, onde colonos embriagados e vestidos de índio invadiram uma embarcação inglesa de chá e lançaram a carga ao mar, foi apenas uma de várias manifestações contra o controle inglês.

Os congressos de Filadélfia 

O primeiro Congresso de Filadélfia 1774 não possuía posicionamento político separatista. Foram redigidos uma quantidade de pedidos a Inglaterra para retomar os direitos dos colonos ingleses. No entanto, o monarca inglês George III refutou todos os pedidos, além de aprovar mais leis que diminuíam dos direitos dos colonos e feriam sua honra.

O segundo Congresso de Filadélfia 1776 foi essencialmente separatista. Os colonos ingleses já cansados do tratamento da Inglaterra para comas colônias redigiram a Declaração da Independência dos Estados Unidos (nomenclatura feita pela união das colônias contra a coroa). A declaração não foi aceita pela Inglaterra que declarou estado de guerra contra seus colonos.

A Guerra da Independência

As batalhas da independência dos Estados Unidos ocorreram entre 1776 e 1783. O novíssimo Estado americano procurou apoio da França (que ainda se posicionava contra o domínio inglês principalmente por ter perdido a guerra dos sete anos) e da Espanha que possuía interesses em várias terras da América do Norte.

Graças ao apoio dessas duas potências da época, os Estados Unidos venceram a guerra da independência e construíram um Estado baseado no Federalismo e no Liberalismo, com fortes tendências iluministas, mantenedor da escravidão e a garantia da propriedade privada. Esses e outros direitos foram assegurados na Constituição dos Estados Unidos promulgada em 1787.

Guerra do Golfo consequencias e Resumo Completo

O conflito denominado Guerra do Golfo aconteceu no final do século XX e envolveu várias nações do mundo. Entenda mais sobre esse conflito e suas motivações históricas.

Um dos últimos conflitos armados vivenciados pelo mundo no século XX foi a Guerra do Golfo ou a Guerra do Golfo Pérsico. A região do Golfo, altamente rica em petróleo era uma das principais exportadoras da matéria prima aos Estados Unidos, fator que mais tarde influenciaria a entrada do país no conflito.

Originalmente, o conflito se daria entre desentendimentos políticos, econômicos e históricos entre o Iraque e Kuwait que se valeram em importância internacional para com outras nações europeias e americanas.

As motivações do conflito

As nações árabes são conhecidas por possuírem desentendimentos culturais e históricos bastante evidentes e geralmente resolvidos por conflitos armados. Nada disso é novidade, visto que esse tipo de relação internacional é bem comum entre todas as nações do mundo durante a história.

Contingente aéreo norte americano
Contingente aéreo norte americano

Entre o Kuwait e Iraque, algumas terras tomadas pelo Iraque com justificativas históricas e culturais causavam desentendimento entre as duas nações. A não devolução das terras ao Kuwait talvez tenha sido uma dos motivos pelo qual o país abaixou o preço de seu petróleo, impedindo a venda do petróleo iraquiano fosse atrativa no mercado internacional.

O governo iraquiano por sua vez, liderado por Saddam Hussein, exigiu do país uma enorme quantia indenizatória pelas práticas consideradas inapropriadas pelo ditador. Uma vez não atendidas as exigências iraquianas, o país declara guerra em 1990 ao Kuwait e movimenta suas tropas, iniciando os conflitos armados.

A entrada de outros países no conflito

Com a incorporação do Kuwait como província do Iraque, outros países se viram autorizados pela ONU a interferir no conflito entre os dois países. Com a pausa da produção de petróleo no golfo Pérsico, os Estados Unidos e outras nações perdem mercado e prejudicam suas economias.

Inglaterra, Egito, Síria, França, Arábia Saudita e os Estados Unidos entraram no conflito armado contra as tropas de Saddam Hussein. No dia 17 de janeiro de 1991, um grande ataque aéreo foi autorizado pela ONU e feito contra o Iraque, fator que determinou o total enfraquecimento do país.

As consequências

O cessar fogo ocorreu em abril daquele mesmo ano , culminando no fim do conflito. Os desastres ambientais causados pela queima do petróleo, as milhares perdas humanas e os prejuízos de milhões de dólares ao Kuwait foram as consequências mais imediatas do conflito. Apesar disso, o país conseguiu sua independência e luta para manter sua estabilidade política.

Sansões e embargos norte americanos foram aplicados contra o Iraque, que culminou numa espécie de ódio nacional contra os Estados Unidos. Tal política foi altamente influenciadora no ataque terrorista de 11 de setembro no world trade center.

Reino dos fungos caracteristicas e classificação

O Reino Fungi representa uma grande e variada parcela de seres da natureza que se diferenciam muito dos outros. Saiba como distingui-los aqui no Dicas Free.

O Reino Fungi ganhou essa classificação própria por se diferenciar tanto de outros animais. Antes, a própria ciência o tinha classificado como vegetais, porém investigações mais profundas revelaram diferenças criteriosas que seriam o suficiente para enquadra-lo em outro reino biológico.

Cogumelos
Cogumelos

Os fungos são conhecidos simplesmente como cogumelos, bolores e leveduras. Existem mais de 70 mil espécies catalogadas desses animais e suas diferenças com as plantas começam a nível celular. Os fungos não possuem clorofila e não possuem função fotossintetizante. também não possuem parede celular de celulose e a presença de quitina, também presente em outros animais, os afasta ainda mais das plantas.

Reprodução dos Fungos

Os fungos podem se reproduzir sexuadamente e assexuadamente. Considerando que sexuadamente seja apenas a emissão de material reprodutor para outro indivíduo.

A maneira mais comum de reprodução é pela emissão de esporos. Os esporos são pequenas partes dos fungos que contém material genético suficiente para que outro indivíduo se desenvolva em condições favoráveis. Esses esporos são carregados pelo vento e transportados para outros fungos ou para as redondezas.

Alimentação dos Fungos

Como os fungos não possuem função fotossintetizante, não são capazes de produzir o próprio alimento. Dessa forma, é necessário encontra-lo em outros seres da natureza.

Quando o fungo é decompositor, ele retira tudo o que pode da matéria orgânica do animal ou planta morta, acelerando o processo de decomposição do mesmo. Quando parasitas, aproveitam-se de um organismo vivo e geralmente trazem doenças e complicações que podem leva-lo a morte.

A outra maneira de alimentação dos fungos se baseia uma relação vantajosa tanto para o fungo, tanto para o ser em que ele está associado. Essa relação recebe o nome de mutualismo, onde um não prejudica o outro e a sobrevivência é garantida. As cianobactérias são as mais comuns no mutualismo com os fungos.

Australopithecus afarensis resumo

O australopithecus afarensis pode nos contar mais sobre o desenvolvimento humano como espécie. Entenda mais sobre esse ancestral distante.

As teorias que defendem o evolucionismo da espécie humana possuem provas arqueológicas que sustentam a evidência dessa veracidade em nossa espécie. Ao contrário do próprio homem em sua forma atual, homo sapiens sapiens que vivem a alguns milhares de anos, os ancestrais mais distantes chamados de australopithecus viveram por milhões de anos em nosso planeta.

Com toda a certeza, o mundo em que esses primatas viviam era totalmente diferente do que conhecemos agora, acentuando o papel da natureza na evolução de nossa espécie e de outras do reino animal. O mais antigo ancestral em comum com nossa espécie foi encontrado a mais de 20 anos na Etiópia, o qual australopithecus afarensis.

O Australopithecus afarensis

Apesar desse nome grande e complicado, o primeiro crânio achado do parente mais distante de nossa espécie  foi apelidado de Lucy e era do sexo feminino. Viveu há aproximadamente 3 milhões de anos atrás em nosso planeta e ao que tudo indica, as similaridades com os seres humanos estavam se acentuando.

Crânio de Australopithecus afarensis
Crânio de Australopithecus afarensis

Com o novo achado por um explorador norte americano, mais detalhes puderam ser adicionados aos livros de história. O australopithecus afarensis tinha disposição dos fêmures e demais ossos da perna de maneira com que ele provavelmente era bípede, o que o diferenciava de outros macacos.

As mãos já se eram parecidas com as mãos humanas e a arcada dentária já não se parecia mais com as do macacos. Sua aparência era próxima ao chimpanzé e seu cérebro também, com apenas 300 centímetros cúbicos de tamanho, Lucy não era mais inteligente que outros macacos. Não só ela, mas os posteriores afarensis também não, o que retira a evidência de que a inteligência fez com que os ancestrais se tornassem bípedes.

Revolução Russa conclusão e resumo histórico

A Revolução Russa foi de vital importância para o estabelecimento do Estado Socialista que culminaria na futura União Soviética. Saiba mais clicando aqui.

No século XIX, a Rússia não se parecia em quase nada com a Rússia que hoje conhecemos. Era uma país essencialmente agrário que ainda se baseava nos moldes da servidão, no estabelecimento e continuidade das nobrezas, péssimas políticas públicas e com a forte presença do absolutismo.

A insatisfação popular e burguesa com o Estado Russo e com os quereres do Czar acabou por promover imensas passeatas e abaixo assinados para melhorias em vários setores em 1907. Apesar da resposta ter vindo em forma de massacre por Czar, algumas das reivindicações foram atendidas como a elaboração do parlamento.

Revolução Russa
Revolução Russa

As derrotas

Com a derrota russa em conflitos internacionais principalmente devido ao atraso industrial e político as demais potências europeias, o Czar determinou o fim da servidão e iniciou uma pequena distribuição de terras aos camponeses que puderam produzir e experimentar aumento populacional. A estratégia acalmou por um breve período de tempo os ânimos do povo russo que a cada dia via os problemas da fome se alavancarem.

As influências das doutrinas marxistas acabou por fortalecer algumas camadas sociais que se reuniram em partidos políticos. Os dois partidos afluentes dessas ideias ficaram conhecidos como os Bolcheviques e os Mencheviques. Os primeiros defendiam a tomada do governo russo pela força e os segundos defendiam as transformações através de reformas políticas.

Revolução Russa

A então denominada Revolução Russa seria divida em duas etapas de um mesmo ano, 1917. A primeira, caracterizada pela renúncia do Czar Nicolau II pelas inúmeras pressões sociais no mês de março daquele ano. Este seria o último Czar russo a reinar no Estado. Após a renúncia a Duma (parlamento russo) estabeleceu um governo provisório de aspirações liberais.

A segunda etapa da Revolução se deu pelo avançar das tropas de milícias lideradas pelo partido Bolchevique para a capital Moscou. Essas milícias derrubaram o governo provisório e iniciaram o governo de tendências socialistas que imediatamente destituiu as terras da igreja, da burguesia e da nobreza e as distribuiu entre camponeses. Estatizou a grande maioria dos negócios do país, dando um grande controle governamental sobre esses.

Aos poucos a economia russa começara a ser estimulada e as determinações de Stálin (próximo governante após a morte de Lênin) alcançou níveis altíssimos de industrialização, tornando o país uma grande potência mundial.