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Países que são contra a imprensa

O direito de se expressar deveria ser universal, entretanto muitos países privam seus cidadãos de exercê-lo. Confira neste artigo quais são estes países.

     

A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma em seu Art. 19 que “todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.

Entretanto, o direito que está assegurado pela lei não é sempre exercido, pois vários países vivem sobre regimes autoritários, impedindo assim a livre circulação de informações que podem ser prejudiciais para o governo.

Confira a seguir a lista que a ONG Repórteres Sem Fronteiras elaborou com os 10 países onde a liberdade de imprensa é mais ameaçada, tanto pelo estado, quanto pela própria sociedade.

10° Sudão

As forças militares do país fecharam jornais e recolheram edições nos últimos anos a mando do líder Omar al-Bashir, o qual em consenso com outras autoridades também ordenou o banimento e a prisão de jornalistas.

9° Cuba

A ilha recebeu a pior nota dentro de sua região por conter um número bastante limitado de veículos independentes e pelas prisões de jornalistas no exercício de sua profissão.

Imprensa.
(Foto: Reprodução)

8° Vietnã

A repressão neste país não é só contra a tradicional imprensa, mas também sobre os blogueiros independentes, os quais são condenados a penas de prisão severas e depois a longos períodos de prisão domiciliar por ter praticado crime contra o Estado.

7° China

O país censura a internet e cria grandes obstáculos para que a população tenha acesso a informação, não mostrando melhorias também quanto as prisões de jornalistas e blogueiros.

6° Irã

A repressão e censura iraniana tem ultrapassado as fronteiras do próprio país, uma vez que parentes de jornalistas iranianos que moram no exterior passaram também a serem alvos de perseguição por parte do Estado.

5° Somália

Em 2012, jornalistas foram vítimas de ataques a bombas ou alvos diretos de assassinato, o que faz com que este país seja a segunda nação mais arriscada e perigosa para se exercer o jornalismo.

4° Síria

Vítimas da guerra de informação, a qual foi travada pelo regime do ditador Bashar al-Assad e facções de oposição, mais de 30 jornalistas foram assassinados em 2012 na tentativa do governo de apagar a informação.

3° Turcomenistão

O país que nos últimos anos anunciou adotar um sistema multi-partidário não reduziu entretanto o controle totalitário da mídia do país, impedindo assim incisivamente a circulação de informações dentro de seu território.

2° Coreia do Norte

Kim Jong-un assumiu a liderança do país, mas não modificou o controle absoluto do regime sobre a circulação de notícias e informações, uma vez que, ao que parece, o ditador governa junto com o serviço militar.

1° Eritreia

O país africano já ocupa este lugar há 6 anos, sendo que há 10 aboliu a existência da mídia independente. Jornalistas são presos, abandonados a morte, tornando a Eritreia a maior prisão de toda a África para jornalista.

E o Brasil não fica de fora, mesmo o direito de se expressar sendo livre a qualquer cidadão brasileiro, em muitos casos o desfecho de quem o faz é trágico. Em uma lista com doze países que tem um alto índice de impunidade para casos de jornalistas assassinados, o Brasil ocupa o décimo lugar.

No nosso país os jornalistas são assassinados no exercício de sua profissão e o governo peca ao tentar resolver o crime, fracassando cruelmente. A situação ainda não acaba por aqui, ao contrário, só piora. A violência contra a imprensa no Brasil só tem se intensificado nos últimos anos em comparação a outros países da mesma lista, sendo assim um dos dez países onde a liberdade de imprensa mais corre perigo.


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