Fatores marcantes da transição entre a era industrial e a era do conhecimento

A transição da era industrial para a era do conhecimento compreende um processo histórico e alguns fatos marcantes a serem explorados. Entenda mais sobre isso clicando aqui !

Na história, podemos conceber facilmente ideias de separação, ora por ciclos econômicos, ora por eras que levem em consideração fatores de produção, entre outros. Porém, é importante lembrar que essas separações meramente teóricas nos servem apenas para facilitar o estudo da história.

Quando uma sociedade passa de um ciclo para o outro, ou de uma era para outra, não quer dizer que as atividades anteriores deixaram simplesmente de existir. As continuidades são visíveis, apesar da menor importância dada ao estudar determinado período.

Era industrial x Era do conhecimento

A própria era industrial não aconteceu de um dia para o outro. Antes do modelo industrial, a produção era feita artesanalmente pelas corporações de ofício. Quando as primeiras fábricas começaram a surgir, essas corporações continuaram trabalhando por séculos, mesmo com bastante concorrência nos produtos.

O conhecimento como principal fator do trabalho
O conhecimento como principal fator do trabalho (Foto: Divulgação)

Durante o final do século XIX, a era industrial já estaria muito visível na Europa. A economia dos mais poderosos países desse continente (com exceção da Rússia) estaria voltado quase por inteiro as produções industriais. A divisão entre burguesia e assalariado – operário – era mais clara e visível e os problemas sociais também evidentes.

A primeira e a segunda guerra derrubou os impérios europeus. A era industrial foi ao auge bélico e científico por necessidades militares. Nesse período, a tecnologia dos computadores passou do “engatinhar” para o “caminhar progressivamente”. Os armamentos nucleares se difundiram e diversas questões sobre os sistemas de governo geraram conflitos em muitas partes do mundo.

Em um mundo que agora se firmava ainda mais entorno na ciência e do progresso tecnológico, a ênfase no trabalho puramente operacional e mecânico sofreu um queda considerável. As pessoas começaram a buscar especializações para terem empregos melhores e para suprir as novas demandas do podemos também chamar de “Era da Informação”.

A partir de 1970, os computadores pessoais começam a entrar no mercado e em pouco tempo começam a se popularizar. Com a rápida informatização dos setores públicos e privados, novas especializações são necessárias e o número de escolas, universidades e cursos também começam a aumentar consideravelmente.

Hoje, o estilo de vida se reconhece transformado. A velocidade de informação e as necessidades do mercado exigem cada vez mais especializações intelectuais. Por esse motivo, muitos teóricos definem o tempo presente como “era do conhecimento”. As atividades industriais não pararam, pelo contrário, estão cada vez mais intensas e ainda mais produtivas. Mas a ferramenta teórica está dando uma importância maior a esse aspecto do conhecimento para estudar esse tempo.

Capitanias hereditárias do Brasil: Explicação completa com resumo

As capitanias hereditárias foi uma forma de gestão encontrada pela corte portuguesa para estimular a produção nas imensas porções de terra coloniais. Entenda melhor clicando no post.

Com expansão marítima iniciada pelas nações ibéricas – espanhóis e portugueses – várias porções de terra em todo mundo foram “descobertas” pelos europeus. Em especial, os continentes americanos causaram grande espanto com as novas espécies e os grupos humanos até então desconhecidos para essas nações do Velho Mundo.

Portugal assinou o Tratado das Tordesilhas  com a Espanha e os dois países fizeram a partilha dessas novas terras conquistadas. Apesar de tudo, não existia muito interesse de Portugal com as novas terras descobertas por Pedro Álvares Cabral, que mais tarde seria batizada de Brasil. Com as invasões de outras nações europeias no território, foi necessário tomar um posicionamento administrativo e estratégico para colonizar e produzir, para que outros países não o fizessem.

As capitanias hereditárias

O rei D. João III de Portugal aprovou um sistema de administração que ficou conhecido como capitanias hereditárias em 1534. Esse sistema era basicamente a divisão da colônia em grandiosas faixas de terras e distribuídas entre os nobres ligados a coroa. A divisão seria para facilitar e para por a responsabilidade de cada faixa ao nobre proprietário, o capitão.

Divisão das capitanias
Divisão das capitanias (Foto: Reprodução)

Ao todo, eram 13 capitanias que percorriam todo o território colonial na América Portuguesa. Eram elas: Capitania de Santana, Santo Amaro, São Tomé, São Vicente, Baía de Todos os Santos, Ilhéus, Espírito Santo, Porto Seguro, Maranhão, Pernambuco, Itamaracá, Rio Grande e Ceará.

Os donatários tinham o dever de colonizar, produzir e proteger suas capitanias e para isso tinham o direito de explorar todo o potencial natural da terra. As terras seriam passadas de pai para filho, por isso o nome “hereditária”. Apesar disso, o sistema não deu certo.

As dificuldades da maioria dos nobres em obter recursos para administrar as imensas faixas de terra foi um dos principais motivos. Fora isso, o conflito com diversas etnias indígenas dificultou todo o processo. Apenas as capitanias de Pernambuco e de São Vicente se mostraram efetivas. Esse modelo de organização administrativa foi finalmente extinto em  1759, dando lugar ao sistema provincial.

Republica das oligarquias resumo

A República das Oligarquias corresponde a uma parte da primeira república brasileira onde o poder esteve nas mãos das oligarquias rurais. Saiba mais, clicando no post.

Um ano após a abolição da escravatura em 1888, o Brasil se vê livre das garras imperiais e inicia-se o tempo da república. O golpe militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca destituiu o império de uma vez e reprimiu as correntes que eram a favor da volta do monarca.

Esses primeiros anos de república foram de caráter organizacional. O país precisava se adequar ao novo sistema, garantindo novos direitos e deveres, incentivando outros setores e definindo preferências. Dessa forma, os militares foram quem governaram o país nesse período que ficou conhecido como República da Espada e fizeram a primeira Constituição Republicana.

República das Oligarquias

Em 1894, o primeiro presidente civil assume o governo brasileiro, Prudente de Morais. Esse candidato era do Partido Republicano Paulista (PRP) e defendia abertamente os interesses cafeeiros. Como o café de São Paulo e a produção de leite em minas eram as principais atividades econômicas do país, os dois partidos desses estados PRP e PRM, se articularam numa aliança política que alternava o poder presidencial.

Charge criticando a político do café com leite
Charge criticando a político do café com leite (Foto: Reprodução)

Dessa forma, a cada 4 anos, um representante paulista sai do poder para a entrada de um mineiro. Apesar do incentivo a indústria feito na república da espada, a república oligárquica deu grandíssima atenção ao setor agroexportador, decisão que sofreu inúmeras críticas pelos industriais brasileiros.

Essa política ficou chamada de política do café com leite. Os setores agrícolas foram beneficiados e mais acordos políticos com os governadores foram efetivados. Dessa forma, o poder federal não poderia interferir nas eleições estatais. A figura do coronel, apesar de não ter mais esse título concedido no império, ganha ainda mais força no interior do país.

Em 1929, os Estados Unidos passa pela grande crise da bolsa de valores, que consequentemente chega ao Brasil, reduzindo o preço do café e abalando esse importante setor da economia brasileira. Em meio ao caos que se firmava, as eleições presidenciais teriam sito manipuladas que Júlio Prestes ganhasse. O Gaúcho Getúlio Vargas então com o apoio militar consolida um golpe de Estado num ato que ficou chamado de Revolução de 30, acabando com a política do café com leite e a primeira república.

Batalha de Verdun 1916 resumo e características do combate

A Batalha de Verdun carrega consigo um valor histórico e moral para o povo francês e alemão. Entenda sobre a importância dessa região aqui no Dicas Free.

Eclodida a primeira guerra mundial, alemães e franceses tinham pendências históricas a cumprir. Os franceses queriam retomar as terras perdidas na guerra franco prussiana e os alemães desejavam tomar o território francês para conseguir uma fatia do bolo neo colonial. Era de se esperar que uma batalha entre essas duas nações inicia-se rapidamente.

O conflito conhecido como Batalha de Verdun foi o mais longo da primeira guerra e um dos mais violentos. Alguns fatos importantes caracterizam esse conflito e explicam sua necessidade na guerra.

Conflito de Verdun – motivações

A região de Verdun fica junto ao rio meuse e é uma das linhas defensivas mais importantes da França. Historicamente, os franceses contiveram inimigos nessa importante linha por séculos e ela constituía um importante marco para a soberania do povo francês. Mesmo com a derrota na guerra franco prussiana, Verdun ainda assim fora importantíssima da defesa do país.

Soldados na trincheira
Soldados na trincheira  (Foto: Reprodução)

Os alemães sabiam que se atacassem e conquistassem a linha de Verdun, acabariam com a moral e confiança dos franceses. Uma vez dominado esse complexo de fortificações, ficaria ainda mais fácil acessar as estradas que levavam a Paris, capital da França. Dessa forma, os exércitos alemães foram posicionados nessa região e iniciaram um intenso combate no dia 21 de fevereiro de 1916.

Os franceses haviam construído mais fortificações no lugar. Além dos antigos fortes na superfície, existiam os complexos de fortalezas subterrâneas que serviam de variadas formas para os franceses. Esses complexos estavam munidos com material bélico e canhões para a defesa da unidade.

O dia a dia da batalha

O conflito de Verdun ficou caracterizado pelas péssimas condições de luta dos dois lados. Os alemães haviam cortado as locomotivas francesas para o abastecimento bélico e material da região e isso se refletia em todos os âmbitos. Por outro lado, os soldados alemães entrincheirados sofriam com os constantes bombardeios, com as pilhas de corpos, a lama, o mais cheiro e o horror de uma imensa carnificina.

A dificuldade da batalha impedia avanços consideráveis dos dois lados. Os alemães conseguiram dominar alguns fortes franceses, mas logo foram retomados pelo exército franco. A estratégia alemã de esperar que o inimigo enfraquecesse e sofresse baixas consideráveis para a retirada não deu totalmente certo

As baixas foram imensas para ambos os lados da batalha. Estima-se que cerca de 600.000 (somando os dois lados) homens tenham morrido nessa batalha até 18 de dezembro daquele mesmo ano, dia em que o conflito termina. Os regimentos de apoio francês chegam e fortificam ainda mais as defesas que começam as contra ofensivas a partir do final de agosto.

Apesar das baixas franceses terem sido um pouco maiores que as alemães, as ofensivas foram suficientes para que o exército alemão se retirasse consideravelmente da região.

Proclamação da Republica do Brasil história e resumo

A Proclamação da República no Brasil foi um marco histórico bastante peculiar de nossa nação. Saiba como isso aconteceu clicando no post.

A Proclamação da República em nosso país foi resultado de um longo processo de descontentamento imperial e de atitudes que Dom Pedro II poderia ter evitado. Os fatos históricos que culminaram nessa investida militar contra a monarquia podem ser facilmente entendidos no contexto pós guerra e de grandes transformações sociais.

As motivações

Desde a independência, o Brasil experimentou uma maior liberdade de comércio e produção, estando livre das garras imperiais portuguesas e do pacto colonial. Apesar das dívidas adquiridas para o reconhecimento da nação como independente e apta ao comércio, esse grande salto emancipacionista foi percebido e aproveitado pelas elites do país.

Pedro II - imperador do Brasil
Pedro II – imperador do Brasil (Foto: Reprodução)

A série de revoltas ocorridas durante a regência – momento em que Dom Pedro I é mandado para fora do país e seu filho, Pedro II, não teria idade suficiente para reinar – só mostravam a insatisfação das províncias com as políticas do império. Apesar dos benefícios, as questões internas da política, as altas tributações, as péssimas condições de vida e a condição escrava de alguns grupos foram os principais motivos de revoltas como a dos Malês, Farrapos, Sabinada, etc.

A política conciliadora do império de Dom Pedro II apaziguaria alguns ânimos, como também a reforma eleitoral daria aos liberais a sensação de estar progredindo no Brasil. Porém, um outro fato histórico mudaria bastante outros setores do império: a Guerra do Paraguai.

A Guerra do Paraguai – Questão militar

Em 1864, o império brasileiro se envolveu no maior conflito militar da América do Sul até hoje. Esse conflito ficou conhecido como a Guerra do Paraguai, onde Brasil, Argentina e Uruguai se uniram na chamada Tríplice Aliança para derrotar o inimigo em comum. Nesse contexto, a figura do imperador como “vencedor de guerras” deveria ser mantida e afirmada por Dom Pedro II.

Batalha de Riachuelo - Guerra do Paraguai
Batalha de Riachuelo – Guerra do Paraguai (Foro: Reprodução)

O império brasileiro entra nos esforços de guerra. O exército não possuía equipamentos e treinamento suficientes para entrar num conflito de tamanhas proporções. Para isso, a política imperial tomou empréstimos para equipar as forças armadas e resstruturar o exército brasileiro.

As dificuldades da guerra acabou unindo essa “classe militar” no país. O exército constituiu uma forte unidade de comando, guerra e de representação política. Era o setor mais unido do Brasil império e além disso, possuíam uma grande arma a seu favor: ter vencido o conflito e salvado o país.

A Proclamação da República

Como base unida e voltada principalmente ao próprio setor, os militares após o término da guerra em 1870 passaram a ser mais críticos e positivistas. Eles reivindicavam novos investimentos, melhorias salariais, melhorias estruturais, mais academias militares e outras petições essenciais ao funcionamento militar.

Golpe militar liderado por Deodoro da Fonseca
Golpe militar liderado por Deodoro da Fonseca (Foto: Reprodução)

Apesar de tudo, o império não se mostrou interessado em atender os pedidos militares. As dívidas dificultaram a economia brasileira e a insatisfação das elites agrárias do país. Mediante a isso, cresciam os gritos reformistas e republicanos. A elite urbana, os jornalistas, estudiosos, escritores, estavam se mostrando contrários ao regime monárquico.

Outro fator importante fez com que Dom Pedro II perdesse o apoio dos fazendeiros: a abolição da escravatura. Nesse período, já era comum que no Brasil ninguém defendesse a escravidão. Até mesmo os fazendeiros não se mostravam totalmente a favor desse tipo de trabalho. Porém, caso a escravidão fosse abolida do país, eles achavam que o Estado deveria pagar a indenização pela perda de suas “peças de trabalho”.

Em 1888, a princesa Isabel assina o documento que tornaria os negros livres no Brasil, porém sem indenização aos fazendeiros. Essa medida claramente afetou os ânimos dessa importante classe política no país e fez com que o descontentamento com o império aumentasse demasiadamente.

Um ano depois, a situação tornaria-se insuportável. As crises, o descontentamento intelectual, a perda do apoio dos fazendeiros e o descontentamento militar estariam mais aguçados. Em vista a todos esses problemas, Dom Pedro II via-se sem apoio, mas não em total insegurança.

Em uma noite no Rio de Janeiro, a corte imperial dá uma grande festa, um baile luxuoso para receber convidados políticos. Esse ato foi visto com maus olhos pelos militares e a elite intelectual do país. Em meio ao caos, a corte esbanja do dinheiro público sem nenhuma preocupação.

No dia 15 de novembro de 1889, imbuído das forças militares e do apoio intelectual urbano do Rio de Janeiro, o marechal Deodoro da Fonseca lidera o golpe militar que derrubaria a monarquia e instauraria a república brasileira. O monarca Dom Pedro II e sua família foi retirado do palácio ao apontar das armas militares e expulso do país. Iniciava-se então a República dos Estados Unidos do Brasil, baseada em ideais liberais e federalistas, com novos direitos e restruturação política.

Conjuração baiana resumo: Onde ocorreu, objetivos, consequências e como terminou

A conjuração baiana ou também conhecida como revolta dos alfaiates pode ser considerada um dos maiores exemplos de insatisfação popular na colônia. Entenda mais sofre esse fato histórico no post.

Nos tempos da colônia, a vida para os moradores era muito difícil em quase todos os sentidos. Tudo faltava e o ambiente brasileiro ainda não muito interpretado pelos portugueses era por vezes, hostil e perigoso. Além disso, os ataques e conflitos indígenas enchiam a mente e o imaginário com o medo nos moradores.

Economicamente falando, a situação também não era das melhores. O pacto colonial imposto por Portugal restringia as possibilidades de mercado e ainda diminuía muito os lucros dos comerciantes e produtores de cana, por exemplo. O domínio real sobre os colonos também era visto com maus olhos por algumas parcelas da população que estava considerando a coroa como tirana e cerceadora do desenvolvimento brasileiro.

A Conjuração Baiana

Todos os problemas citados acima teriam sido suficientes para algum tipo de revolta na colônia portuguesa. Porém, um caso específico em Salvador, na Bahia, outros motivos além desses estavam em jogo.

Representação de trecho de Salvador
Representação de trecho de Salvador. (Foto: Reprodução)

Se a insatisfação popular já era comum entre a província, pior ficou depois que a capital do Brasil fora movida de Salvador para o Rio de Janeiro. A cidade deixou de ter a grande importância que tinha e não recebeu mais o mesmo investimento de antes. A situação começou a ficar caótica, baixos lucros, crises em alguns setores e saques a propriedades privadas aconteciam levianamente.

O ideias da então ainda recente revolução francesa começaram a fazer mais sentido para esses baianos. Os radicais começaram a se levantar e praguejar contra as políticas da coroa e a cada dia, o levante popular se inflava e reunia mais pessoas. Em 1798, essa situação se tornaria importante ao ponto de chamar atenção do monarca português.

Uma das figuras mais importantes, Cipriano Barata, organizou um levante popular que reunia soldados, religiosos, negros livres, escravos, comerciantes, artesãos e muitos alfaiates – o que caracterizou o nome Revolta dos Alfaiates.

Os motivos e o fim

Basicamente, os baianos queriam melhores condições de vida. Eram influenciados pelos ideias da Revolução Francesa e por isso, pregavam a igualdade, existindo até alguns polos abolicionistas. Queriam separação com a coroa portuguesa, abertura dos portos para comércio com outras nações, aumentos salariais e até mesmo a implantação de uma república.

A revolta estaria marcada, mas o movimento foi suprimido antes mesmo que ocorresse. Alguns infiltrados delataram as informações necessárias a coroa que rapidamente enviou forças militares para conter e prender os revoltosos. Muitos foram mortos como penalidade e outros, condenados ao exílio.

Apesar de fracassada, a Conjuração Baiana já mostrava a indignação dos colonos com a política real. Esse evento também foi de fundamental importância para os movimentos abolicionistas que viriam posteriormente.

Fermentação alcoólica lática e acética

Saiba a diferença básica entre as fermentações alcoólicas, láticas e acéticas aqui no Dicas Free!

Como sabemos, os tipos de respiração aeróbia e anaeróbia possuem algumas diferenças básicas. Apesar disso, a principal diferença é que o primeiro utiliza o oxigênio como principal modo de produção energética, já o segundo, utiliza a fermentação de material orgânico para obter energia, mesmo que menos eficaz que a aeróbia.

A respiração anaeróbia, apesar dessa diferença básica já citada, possui outras diferenças entre ela. Isso será o que chamaremos de tipos de respiração anaeróbia, que serão definidos principalmente por cada tipo de fermentação do material orgânico.

Fermentação alcoólica

Leveduras
Leveduras (Foto: Reprodução)

A fermentação alcoólica é feita principalmente por microrganismos como as leveduras e outras bactérias. Nesse processo, os seres transformam a glicose em álcool etílico e gás carbônico no processo de fermentação para conseguirem energia.

Para entender melhor, as moléculas de ácido pirúvico – resultantes do processo de quebra da glicose – são fermentadas para a obtenção de moléculas de ATP (energia). Nesse processo, também são produzidas as moléculas de álcool etílico e CO2. Esse tipo de fermentação é utilizada na produção de cerveja, por exemplo.

Fermentação lática

Lactobacilos
Lactobacilos (Foto:Reprodução) 

O principal exemplo de ser que podemos citar que faz a fermentação lática, além do próprio homem, são os lactobacilos. Essas bactérias presentes no leite utilizam o resultante da quebra da lactose – substância de açúcar encontrada no leite – por ação enzimática para a fermentação.

Os ácidos pirúvicos resultantes dessa reação são fermentados e convertidos em ATP e em moléculas de ácido lático, que diminui o ph e torna o sabor do leito mais azedo e também coalho. Esse tipo de fermentação é utilizada na fabricação de iogurtes, queijos e outros derivados do leite.

Fermentação Acética

Acetobactérias
Acetobactérias (Foto: Reprodução)

Normalmente são as acetobactérias que possuem esse tipo de respiração baseada na fermentação de ácido acético. O processo é bastante parecido com os demais anaeróbicos. Utiliza-se a quebra enzimática de moléculas de glicose para se obter o ácido pirúvico resultante da reação e também o ATP.

O ácido pirúvico é fermentado e convertido em moléculas de ácido acético. As acetobactérias são utilizadas principalmente na fabricação de vinagre, por terem o potencial de azedarem rapidamente o vinho e demais sucos de frutas.

Ajustes para fotografar a lua

Fotografar a lua, é certamente o desejo de muitas pessoas, principalmente quando estamos na lua cheia. Para saber mais informações sobre tal ação, acompanhe este artigo e fique por dentro.

Fotografar a lua

Fotografar a lua, exigirá de você alguns cuidados e equipamentos. Antes de sair para fotografá-la fique atento a alguns pormenores que podem fazer toda diferença. Também, faça uma breve análise sobre como a lua está no dia, ou em que lado da cidade é possível vê-la com mais clareza.

Além de uma câmera de boa qualidade, você irá precisar também de um tripé ou de algum objeto que permita que a mesma fique imóvel em cima. No caso do tripé, você poderá apontar a mesma para qualquer lugar que desejar e até permitir que o zoom seja quase perfeito. Ele também impede que o vento faça alterações na foto.

Você também precisará que sua câmera tenha um bom temporizador. Para fotografar a lua, você não poderá usar o flash. Isso porque quando o mesmo se encontrar com a luz da lua, fará uma explosão deixando sua foto completamente branca e sem detalhes. O Flash é completamente dispensável.

lua
Foto da Lua (Foto: Reprodução) .

Também é muito importante, que sua câmera tenha a opção de fazer manualmente as alterações necessárias. O ISO por exemplo, deve estar baixo, e a objetiva o mais aberta possível, pois isso fará com que sejam captadas mais luzes e consequentemente sua foto fique cheia de detalhes e precisões.

Caso a sua câmera, consiga entrar no modo Trava Foco, é indicado. A velocidade do disparo, também pode ajudar e muito. Quanto mais lento, mais detalhes sua foto terá e isso será completamente importante se estiver utilizando um tripé, ou se deu zoom na câmera.

Ajustes

  • ISO 80
  • DSLR 100
  • Velocidade do disparador 1/100
  • Exposição 1/100 
  • Diafragma
  • Com sombra f/16
  • Moderada  f/11
  • Noite escura f/5.6
  • Normal f/4

As alterações podem mudar de acordo com a câmera utilizada. De antemão, vale ressaltar que no mínimo a sua câmera deve ser semi-profissional e deve ter a opção de configuração manual. Também escolha lugares mais abertos, sem sombras de árvores ou quaisquer outros empecilhos.

O iluminismo resumo: o que foi, o que defendiam e histórico

O iluminismo foi uma das principais correntes teóricas europeias e influenciaram de forma muito abrangente os sistemas políticos, a filosofia e a ciência. Entenda o que foi o iluminismo clicando no post.

Assolados pelos pesados sistemas absolutistas, os países europeus por muito tempo viveram sobre grande imposição estatal e quereres de seus monarcas. Os limites dos mandos e desmandos do rei pairavam do profano ao sagrado e pareciam não ter mais fundamentação para o tempo histórico daquele continente.

Ao florescer do século XVII, as primeiras ideias iluministas surgem na Europa, e em especial, na França. Paris será a cidade com mais argumentação iluminista por muitos anos. Com ideais de liberdade, racionalidade, liberdade religiosa, autonomia e a menor intervenção estatal, os iluministas consagraram sua luta idealista contra os sistemas monárquicos europeus.

Revolução Francesa - influência direta do iluminismo
Revolução Francesa – influência direta do iluminismo (Foto: Reprodução)

Apelo ao cientificismo

Apesar de criticarem os modelos políticos que cerceavam a liberdade e a conjuntura econômica e individual nos Estados europeus, os iluministas também atacaram o que era imposto pela igreja. Indo de encontro a tudo que era estabelecido pelos dogmas cristãos, os adeptos ao iluminismo problematizaram a questão dos dogmas e a compararam com o atraso da sociedade.

Dessa forma, esses estudiosos acabaram por elaborar e incentivar a contemplação de teorias científicas que abarcassem os fenômenos até então somente explicados pela fé. Um termo muito utilizado que ficou famoso foi o “antropocentrismo”, ideia que instituía o homem no centro do universo e não a figura de Deus.

Influências do Iluminismo

O marco de mais importância desses movimentos iluministas aconteceu em meados do século XVIII. Vários autores importantes já expressavam e difundiam suas ideias não só na França, mas em muitos países da Europa que cada vez mais tendiam-se a aceita-los de diversas formas.

Como influência ideológica direta, podemos citar a Revolução Francesa como filha do iluminismo. Com ideias de Liberdade, Fraternidade e Igualdade, a Revolução Francesa destronou e decapitou a monarquia absolutista da França. Logo, com o avanço napoleônico, mais monarquias absolutistas cairiam sob o domínio militar e ideal francês.

Outro marco importante influenciado pelos ideais iluministas foi a concepção de liberalismo. Tal corrente política vigoraria na América após a Independência dos Estados Unidos, ocorrida no mesmo século, antes mesmo da revolução francesa. O liberalismo permitiria a iniciativa privada, o individualismo, a liberdade econômica e menor intervenção estatal na economia.

Principais autores

Podemos citar como principais pensadores do iluminismo, Montesquieu, Diderot, Voltaire, John Locke, D’Alembert e Rousseau. Esses pensadores contribuíram tanto para o entendimento humano sobre si mesmo e demais relações das ciências naturais (como John Locke) como também relações políticas, como a instituição e divisão dos poderes Legislativo, Executivo e  Judiciário, defendido por Montesquieu.