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POESIA DO SECULO XIX

Neste artigo POESIA DO SECULO XIX tem informações sobre as poesias do seculo XIX.

     

As poesias do seculo XIX são conhecidas por trazerem algumas características marcantes como o subjetivismo, a alto piedade, com temas que levantavam assuntos populares e os seus valores, sentimentos como paixão, fé, emoção, estado da alma entre outros temas da época.

Os altores que ficaram marcados entre as poesias do seculo XIX foram Victor Hugo, Gonçalves Dias Araújo, Álvares de Azevedo, Gonçalves de Magalhães, Casimiro de Abreu, Castro Alves entre outros nomes conhecidos até hoje.

Exemplos de poesias do seculo XIX.

Canção do Exílio

Gonçalves Dias

“Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.”

Canção do Exílio

Casimiro de Abreu

“Eu nasci além dos mares:

Os meus lares,

Meus amores ficam lá!

– Onde canta nos retiros

Seus suspiros,

Suspiros o sabiá!

Oh! que céu, que terra aquela,

Rica e bela

Como o céu de claro anil!

Que seiva, que luz, que galas,

Não exalas,

Não exalas, meu Brasil!

Oh! que saudades tamanhas

Das montanhas,

Daqueles campos natais!

Daquele céu de safira

Que se mira,

Que se mira nos cristais!

Não amo a terra do exílio,

Sou bom filho,

Quero a pátria, o meu país,

Quero a terra das mangueiras

E as palmeiras,

E as palmeiras tão gentis!

Como a ave dos palmares

Pelos ares

Fugindo do caçador;

Eu vivo longe do ninho,

Sem carinho,

Sem carinho e sem amor!

Debalde eu olho e procuro…

Tudo escuro

Só vejo em roda de mim!

Falta a luz do lar paterno

Doce e terno,

Doce e terno para mim.

Distante do solo amado

– Desterrado –

A vida não é feliz.

Nessa eterna primavera

Quem me dera,

Quem me dera o meu país!”

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