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Principais fatos na ditadura militar

A Ditadura Militar foi talvez um dos períodos mais importantes da história de nosso país. Confira os principais fatos desses tempos que até hoje fazem referência há alguns temas.

     

A Ditadura Militar no Brasil foi o período onde as forças militares tomaram o poder no país, desarticulando o presidente e as políticas democráticas até então vigentes. Esse tipo de governo não foi exclusivo no Brasil, visto que muitos países da América do Sul, América Central, África, Ásia, Oriente Médio e Europa também enfrentaram ou ainda enfrentam sistemas como esse.

No Brasil, os militares deram a justificativa de que o país enfrentava uma série de ameaças a política por grupos comunistas e que o golpe fora necessário para acalmar os ânimos e restaurar a paz no país, evitando o completo caos. De certo, pressões principalmente norte americanas para que o país não se tornasse comunista e aliado da União Soviética já foram confirmadas historicamente.

Principais fatos da Ditadura de 64

O então presidente João Goulart foi derrubado pelo Golpe Militar em 1964. Várias mídias da época, inclusive o jornal da Globo publicaram artigos favoráveis a intervenção militar e a pacificação do então cenário de “estado caótico” em que se encontrava o Brasil.

Lema nacionalista da Ditadura

Lema nacionalista da Ditadura

Como primeiro fato importante da Ditadura Militar no Brasil, é importante estabelece-lo como o AI-1 ou Ato Institucional 1 que legitimava a cassação de políticos e cargos públicos que se opuseram ao regime militar.

Um segundo fato importante se desdobra durante o Governo Castelo Branco. Uma Nova Constituição é elaborada e posta em prática no país, onde se estabeleceram na formalidade e oficialidade o Governo Militar no Brasil e suas formas de atuação. Também nessa época, os partidos políticos foram dissolvidos, só restando o ARENA e o MDB, e as eleições presidenciais acabaram por ser indiretas.

Após a implantação do AI-5 que acabou por aposentar diversos juízes e outros cargos públicos, trouxe censura e medidas de repressão ainda mais fortes para o Governo, as manifestações contra o regime estavam ganhando mais força, principalmente com a presença da UNE. No dia 18 de setembro de 1969, os grupos reacionários MR-8 e ALN sequestram um embaixador americano chamado Charles Elbrick e exigiram que 15 prisioneiros políticos fossem libertados.

O Governo Medici foi o mais duro e rígido durante a ditadura. Nesse governo, a censura a livros, jornais, programas de televisão, filmes, revistas, músicas, textos, poesias e qualquer forma artística nunca antes fora tão censurada investigada. Além disso, a repressão armada se intensificou, deixando dezenas de mortos de ambos os lados. Esse é o período conhecido como Anos de Chumbo.

Graças a empréstimos feitos no exterior, o Brasil passa por um “milagre econômico” durante 1969 a 1973, onde seu PIB crescia em média 18% ao ano e várias construções de infra estrutura começam a ser realizadas. Esse milagre durou pouco e as contas o próprio país iria ter que pagar na famosa dívida externa que deixou rastros de muita dificuldade no país. Em 1978, o Brasil estava cada vez mais democratizado e a derrubada do AI-5 só deixava claro que a ditadura militar já estava próxima ao fim. Nesse mesmo ano é promulgada a Lei da Anistia, o pluripartidarismo é reaberto no país.

Em 1985, o colégio eleitoral indica o candidato Tancredo Neves para a presidência e o movimento das Diretas Já ganha ainda mais força e apoio de artistas e personalidades do Brasil. Nesse ano, o Regime Militar termina com a Eleição de Tancredo Neves, que não pode assumir por seu estado de enfermidade, deixando o cargo para seu vice, José Sarney. Em 1988, é promulgada a nova Constituição Federal que apagaria os anos da ditadura militar.

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