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Rebelião de Túpac Amaru

A rebelião liderada por Túpac Amaru é lembrada até os dias atuais na população peruana, e mais ainda dos indígenas e descendentes incas da América.

     

Quando a Espanha resolveu colonizar parte da América, suscitou uma série de atrocidades que acabaram marcando o processo de sua instalação na região. Para manterem a dominação do território, os hispânicos dizimaram milhares de povos indígenas, pois muitos deles negavam-se a obedecer as determinações e eram totalmente contra os colonizadores espanhóis.

Cientes da falta de capacidade em estipular uma ideia absoluta e impor ao indígenas, os colonizadores muitas vezes realizavam acordos com os caciques, já que estes eram os líderes indígenas locais. Era proposto a eles a condição de obter a dominação de qualquer população nativa e em troca recebiam parte dos impostos, além de ficarem isentos do trabalho deliberado pelos espanhóis.

Mas em 1780, José Gabriel Condorcanqui, líder curaca, se impôs fortemente contrário aos interesses da elite, dizendo até que seria descendente do lendário líder inca Túpac Amaru, executado em 1571 por resistir a dominação espanhola. Condorcanqui chegou a alterar seu nome para Túpac Amaru II, inspirado pelas ideias iluministas com as quais teve contato na Universidade de São Marcos. A partir daí decidiu lutar contra a opressão da coroa espanhola.

Os lendários feitos de Túpac Amaru influenciaram muitas gerações de revolucionários americanos, entre eles Bolívar a Che Guevara.

Com o apoio da elite criolla, Túpac Amaru II, organizou um movimento emancipacionista, gerando uma rebelião que resultou na execução de um dos chefes espanhóis. Logo conquistou a aliança de milhares indígenas, escravos e mestiços que também se encontravam insatisfeitos com a colonização.

Apesar do grande propósito, o movimento de Túpac Amaru II, não foi muito longe. Isso por que as suas intenções e ideias começaram a contrariar os objetivos de alguns colonos da elite criolla. Sendo assim, a revolta de libertação perdeu força e notoriedade política. O líder curaca foi preso e julgado pelas autoridades, e como forma de intimidar as demais populações indígenas, executaram Túpac Amaru II de forma violenta, arrancando-lhe a língua e seu corpo arrastado por uma tropa de cavalos.

Após esses acontecimentos muitas outras lutas demarcaram a colonização espanhola na América. Até os dias atuais, O líder peruano Túpac Amaru é considerado figura mítica e inspiração de movimentos revolucionários do Peru e propriamente da população indígena.

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