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Como é fabricada a vacina contra raiva?

A vacina contra raiva é produzida de uma maneira peculiar. A aplicação também deve ser diferenciada das demais, para entender um pouco melhor, confira neste.

     

Raiva

Uma das zoonoses mais conhecidas no mundo é a raiva. Ela possui bactérias infecciosas que podem trazer inúmeras complicações ao organismo humano, proporcionar um comportamento agressivo muito parecido com dos animais. A raiva, em 99% dos casos leva o paciente a óbito, se tornando hoje, um dos maiores problemas na área da saúde.

Ela é transmitida ao ser humano, principalmente através da mordida do animal infectado. Os primeiros sintomas começam a aparecer logo na segunda semana de infecção, a identificação ocorre lentamente, contudo o tratamento deve ser feito o quanto antes para garantir a vida da vítima.

Vacina

A vacina anti-rábica (contra a raiva) são produzidas de diferentes maneiras, todas com o mesmo percentual de poder no organismo. Elas possuem fórmulas distintas, dependendo de como são fabricadas:

 Vacina Fuenzalida & Palácios Modificada

 Human diploid cell vaccine – HDCV

 Purified Vero cell vaccine – PVCV

 Purified chick-embryo cell vaccine – PCEV

 Purified duck embryo vaccine – PDEV

Todas essas são consideradas inativadas. Ou seja, elas não apresentam nenhum vírus vivo. A mais utilizada hoje no Brasil, é a vacina anti-rábica Fuenzalida & Palácios Modificada, a sua composição é feita em cérebros de camundongos, sendo esses recém nascidos de poucos dias.

A vacina contra raiva é produzida com cérebro de camundongos

Vacina Contra Raiva (Foto: Reprodução)

Todos passam por um processo de inoculação com cepa Pasteur de vírus. Logo após isso, o processo tem continuidade com a inatividade do vírus sendo feita através da betapropiolactona. O que acontece é que esse procedimento libera uma substância com alto poder antigênico.

Tendo também uma porcentagem de apenas 2% de substância nervosa. Isso permite que as reações pós vacina se reduzam bastante. Na hora da aplicação, ela deve ser levada ás vias subcutânea ou intramuscular, precisamente na região do deltóide. No caso das crianças menores de 2 anos, a aplicação é feita no músculo vasto lateral da coxa.

O tratamento não deve ser interrompido mesmo que o paciente tenha tomado as vacinas após uma contaminação. O lugar pode ficar dolorido e ter algumas reações, contudo você deve ficar tranquilo, algumas reações estão dentro do previsto. Os casos onde existem reações neurológicas são raríssimos.

Em caso de alergias ou outros problemas que indicam complicações mais sérias, procure um médico imediatamente e peça informações suficientes para prosseguir no tratamento. Os cachorros devem passar por visitas veterinárias de 6 em 6 meses para garantir que não possuem nenhuma zoonose.

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